sexta-feira, 18 de julho de 2014

Parabéns, campeão!

taçaAcabou.

Já conhecemos o campeão.

Foram muitas batalhas. Muita garra. Dedicação.

Também teve sofrimento. Superação. Sacrifício.

Mas valeu a pena.

O suor no rosto mostrava a angústia.

As lágrimas, ao longo do caminho, agora são lágrimas de alegria.

Até sangue foi derramado.

O início foi avassalador, já com uma goleada sobre quem se julgava superior, melhor do mundo.

Mas o campeão era diferente. Não olhava para o telão, buscando os holofotes, em vaidade, presunção ou futilidade. Não. Não foi fanfarrão, mas jogou em silêncio, às vezes num silêncio profundo e mortal, mas eficaz.

O campeão nunca foi egoísta, nem pensou apenas em si, em suas glórias, no que poderia ganhar. Não quis dinheiro, fama ou contratos milionários. Antes, pensou na nação, jogou por ela, batalhou por ela, venceu por ela.

Claro, houve percalços. Muitos queriam impedir a vitória do campeão. Fizeram faltas, algumas bem violentas... Reclamaram, atingiram... Armaram estratégias, golpes, ataques... Juízes parciais marcaram impedimentos inexistentes, pênaltis simulados, deram cartões sem fundamento e tentaram expulsar injustamente.

Mas foi tudo em vão.

A estratégia do campeão prevaleceu. E ele seguiu convicto, marchando confiante, jogando triunfante. Nada o deteve.

Até mesmo quando o jogo parecia perdido, a virada apareceu. Quando parecia exausto, sem condições de lutar e avançar, o campeão não se entregava. Quando se esperava uma batalha igual, ele ganhava de goleada. E que goleada!

Ninguém esperava. A maioria estava ao lado de outros. Mas o campeão foi mais forte, equilibrado, decisivo. Nunca desistiu, mesmo diante das adversidades. Foi ousado e humilde, polivalente e perseverante. Tinha um foco claro e por ele combateu desde o início. A iniciativa do jogo sempre foi dele.

Seu triunfo foi um passeio, um verdadeiro chocolate!

A final, verdadeiramente épica, vai ficar marcada para todo o sempre. E a taça é, merecidamente, sua.

É por isso que, hoje, milhões no mundo inteiro gritam, com justiça: “Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!”

Que o digam os hermanos, os brasileiros, todos os demais e até mesmo os alemães!

Porque nessa copa, a maior e mais importante de todos os tempos, a copa das nossas vidas, o campeão, com todo o direito, é... JESUS!

A Ele nossos parabéns, nosso louvor e gratidão!

E, se você crê nesse verdadeiro campeão e vencedor, então Ele mesmo garante: o título deste artigo também vale para você.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Perder para ganhar

joaquim-final-copa-selecionadas-09-size-598O assunto já encheu a nossa paciência, mas se ainda existe resignação, penso que no livro "Lições da Copa" o mais significativo fica no capítulo Saber Perder. Os argentinos não souberam. "Nos robaron la ilusión", reclamaram eles. Os alemães souberam ganhar. Antes e depois. O que não veio de graça. Este povo precisou encurvar-se de forma dolorosa após a queda do nazismo - tudo por conta da soberba. Qualquer arrogância - no esporte, nas tradição cultural, na etnia, na religião, na carreira profissional, no status social, no nível econômico - carrega um domínio pernicioso quando sempre na vida há vencedores e perdedores. Para nós brasileiros foi menos traumático perder por 7x1 de uma Alemanha que não tirou nossa dignidade.

O apóstolo Paulo pensou em algo parecido quando escreveu: "Mas dou graças a Deus porque, unidos com Cristo, somos sempre conduzidos por Deus como prisioneiros no desfile de vitória de Cristo. Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus..." (2 Coríntios 2.14). Ele busca uma imagem estarrecedora para falar de outra coisa. Quando o cruel exército romano entrava triunfalmente na capital arrastando por correntes e chicotadas os prisioneiros de guerra, neste caminho de vitória e humilhação haviam piras de incenso que exalavam um perfume que invadia toda a cidade. Paulo diz que é muito melhor ser prisioneiro de Cristo, e que a vida do cristão é um perfume que espalha vida. Ser prisioneiro de Cristo não deixa de ser um processo doloroso, exige a desistência de qualquer virtude, vaidade, ostentação, valentia. É preciso render-se, humilhar-se, desistir da auto suficiência e vitória pessoal. Atitudes estúpidas à natureza humana, mas necessárias para Cristo reinar em seu amor e, desta forma irracional, conduzir alguém à verdadeira vitória.  Ao falar desta conquista, Paulo diz que "somos como potes de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós" (4.7).

Marcos Schmidt - pastor luterano

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

17 de julho de 2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

FICA A DICA: Alemanha, um exemplo para a vida

Cristo-Cores-da-Alemanha-02             Algumas imagens e fatos marcaram a Copa no Brasil. Entram para a lista a mordida do uruguaio Luis Suarez, a contusão de Neymar, o abraço solidário de David Luiz em James Rodriguez, o terceiro goleiro da Holanda entrando no jogo só para a disputa de pênaltis.

            Mas nada se compara às marcas que as seleções de Brasil e Alemanha deixaram na Copa. Do lado alemão a organização, o planejamento, o foco, a simpatia. Do lado brasileiro a desorganização, a falta de planejamento, a autoconfiança de quem já “tinha uma mão na taça”, conforme o auxiliar técnico Parreira. Não deu outra. O 7x1 foi a vitória da organização sobre o improviso. Para vencer é preciso planejar, organizar e traçar metas. Será que esta lição alemã não é um legado da Copa? A Alemanha como campeã da Copa não foi sorte, mas a coroa de anos de trabalho focado e determinado.

            Na vida diária há muitos que são como o exemplo negativo do Brasil ou como a boa conduta da Alemanha. Enquanto uns planejam e se dedicam, outros vão vivendo e cantando: “Deixa a vida me levar, vida leva eu”. O conselho é bíblico: “Quem planeja com cuidado tem fartura, mas o apressado acaba passando necessidade” (Provérbios 21.5).

            E sua vida com Deus, está planejada? Sua vida está focada na fé em Jesus? Independente dos seus planos e metas pessoais, Deus quer participar da sua vida. Ele quer aproveitar todas as oportunidades possíveis para lhe oferecer a fé cristã. Afinal, Deus também tem um plano: “Ele quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade” (1 Timóteo 2.4). Perigoso é viver sem Cristo. Um dia o apito final encerrará todas as oportunidades de arrependimento e perdão dos pecados.

            Então fica a dica: além do grande futebol e do carinho demonstrado ao Brasil, a seleção Alemã nos deu um exemplo de vida. É preciso planejar, projetar, estar focado. E, se a vida imita a arte, bem que a vida poderia imitar os bons exemplos do futebol. Inclua uma vida cristã nos seus planos. Busque a Palavra de Deus. Afinal, “em todas as situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou” (Romanos 8.37). Viva com Jesus até o fim.
 
Pastor Bruno A. Krüger Serves
Congregação Evangélica Luterana Cristo, Candelária - RS
Coluna Fica a Dica, Jornal Folha de Candelária.

sábado, 12 de julho de 2014

Pai anda 28 km com o filho nas costas todo dia: tem que estudar

paidevoto2Veja se o amor e a determinação não superam qualquer obstáculo.
Na província Sichuan, na China, todos os dias um fazendeiro carrega uma criança nas costas por 28 km para levá-lo à escola.
Este homem de 40 anos é Yu Xukang, pai solteiro de um menino de 12 anos de idade, que sofre de uma doença rara nas pernas, braços e costas, sendo impossibilitado de andar.
Para Yu, essa brava atitude não passa de algo normal e cotidiano.
Ele disse à reportagem do Daily Mail que não há nada de errado com a mente de seu filho, que não era aceito em nenhuma escola e, com isso, ainda está cursando o primeiro ano do primário na Escola Primária Fengxi.
Fazendo as contas até o dia 10 de março de 2014, esses dois já andaram mais de 2.500 km desde o início do ano letivo.

paidevoto5Com a fama da história, o Governo local anunciou que vai pagar brevemente um apartamento mais próximo à escola para a família..
Outras fontes afirmam que ainda planejam pagar os estudos e custo de vida da criança até que se termine o colégio, além de reunir esforços para encontrar a mãe desaparecida.
O pai dedicado deixou claro o orgulho por seu filho já estar no topo da sua classe.
Ele acredita que o menino vai conseguir grandes coisas.
“Meu sonho é que ele vá para a faculdade“, concluiu à reportagem. 
É o valor da educação... na China.

Com informações do Daily Mail e Hypeness

(http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=4692)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A Copa que não dá Ibope

Assista-ao-episódio-dos-Simpsons-na-Copa-do-Mundo-no-Brasil-1Parece que temos um olhar bem afinado com as manchetes ruins. Notícia ruim dá Ibope. Assista o jornal hoje à noite e depois voltamos a conversar.

É o caso da Copa. A mordida de Luis Suárez no zagueiro italiano e a sua suspensão da Copa deram o que falar. A vértebra quebrada de Neymar, também. É claro que ambas as notícias chamam a atenção e podem acabar decidindo uma partida - no caso, pela ausência dos dois. Isso sem falar nas más arbitragens, nos pênaltis simulados, na máfia dos cambistas...

Mas e as coisas boas?

Não deu Ibope a reação dos torcedores japoneses nos estádios. Você sabe o que eles fizeram? Ao final dos jogos da sua seleção, eles cataram o lixo deixado nas arquibancadas - e ainda separaram o que podia ser reciclado. Eles foram craques no bom exemplo, algo que já praticam no seu país de origem. E que nós faríamos bem em imitar também.

Que cena bonita ver torcedores de seleções opostas (talvez até com certa rivalidade) torcerem lado a lado, sem discutir, brigar, encher a cara, depredar e continuar a batalha fora do estádio... Outra boa notícia, que esquecemos ao contemplar as “individualidades estrelares”, é a força da coletividade. Foi bonito ver a seleção da Costa Rica, sem uma grande estrela mundial, lutar e comemorar como uma verdadeira equipe. E há ainda a boa notícia daqueles jogadores que, embora reservas, não se acomodaram. Deram o seu melhor e conquistaram um espaço na equipe. Nunca é tempo de esmorecer, mas de ir em frente.

Essas boas notícias ficam escanteadas. São julgadas irrelevantes. Ninguém liga. Talvez seja por isso que o mundo é tão sensacionalista e triste: só dá Ibope para o desastre.

Na vida fora das quatro linhas do gramado também é assim. E na nossa relação com Deus, também.

A má notícia é que todos nós - sem exceção - somos imperfeitos. A Palavra de Deus nos diz que somos pecadores desde que nascemos. Ainda muito bebezinhos, já desobedecíamos - numa evidência real do pecado dentro de nós - e estávamos sujeitos à morte, a grande consequência do pecado. Que o pecado e suas consequências estão por aí, em todo o mundo, o noticiário faz questão de mostrar. Vivemos à base de más notícias.

Mas... E as boas notícias?

Não falo aqui das boas notícias da humanidade, pois, mesmo com seus bons exemplos, a humanidade não consegue apagar nem compensar o pecado.

Falo das boas notícias que Deus tem para dar. E a maior delas é: Ele resolveu o problema do pecado. Enviou o seu único Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz e pagar o castigo da maldade humana. Ressuscitou e venceu a morte. Através do que Jesus fez, Deus quer nos presentear - isto mesmo, de graça! - com perdão, vida e salvação.

Por que não atentar para esta boa notícia? Por que não crer nela? Por que não deixar-se contagiar por esta nova vida, com confiança, paz e alegria?

A má notícia não deixa de ser verdade: o pecado nos afasta de Deus, nos deixa mortos, sem perspectiva. Mas Deus não enviou Seu Filho para que a má notícia tivesse a última palavra: Ele quer salvar você e eu, por meio do que Jesus fez e concede.

A boa notícia do que Jesus fez pode não dar Ibope, mas é o verdadeiro troféu da Copa da vida.

P. Julio Jandt

Menino arrecada 119 mil: cirurgia do amigo

Veja o esforço e a vitória de uma criança para salvar um colega de escola.
Um menino de sete anos conseguiu arrecadar cerca de 119 mil reais, vendendo limonada caseira e com doações pela internet, para ajudar seu amigo com paralisia cerebral a realizar uma cirurgia cara e complexa.


Quinn Callander (à direita na foto acima) quis montar sua própria barraca de limonada em Maple Ridge, na Colúmbia Britânica, no Canadá, quando ficou sabendo que seu amigo, Beaver Scout Brayden Grozdanich (à esquerda na foto acima), também de 7 anos, precisaria de uma operação para ajudar na recuperação de movimentos.

O braço e a perna do lado direito de Brayden foram afetados pela paralisia cerebral.
Os Estados Unidos fazem a cirurgia, mas custa quase 20 mil dólares, cerca de 44,2 mil reais.

Barraca de limonadamenino_limonada_close
Ao ficar sabendo disso, Quinn pediu à mãe que o ajudasse a montar uma banca para venda de limonadas.
A banca foi montada no último domingo, para ajudar o amigo.

Uma campanha também foi aberta na internet, para buscar ajuda coletiva, em um crowdfunding.

Na página, há um texto explicativo contando que Quinn e Brayden vão à escola juntos, mas que a paralisia cerebral de Brayden “torna difícil o seu andar” e que a fisioterapia diária para mantê-lo andando "é dolorosa".
“Quando eu estava com o seu fisioterapeuta, eu tentei mantê-lo calmo quando ele estava com dor”, explica o informe.

Vitória
Em apenas 25 dias, foram arrecadados mais de 53 mil dólares, 33 mil a mais que o valor necessário para a cirurgia.
Ou seja, Quinn conseguiu o que queria.
De acordo com o site "CBC", a cirurgia de Brayden está marcada para agosto.
Com informações do G1

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