sexta-feira, 25 de julho de 2014

“Bah, foi mal”

00O Edelson foi assassinado friamente com quatro tiros, confundido com outra pessoa. Um engano parecido com o avião derrubado por um míssil na Ucrânia. “Bah, foi mal”, disse o matador ao perceber o “equívoco”. Ele tinha 42 anos e apesar da deficiência e mentalidade de criança, participava ativamente na igreja luterana do bairro Santo Afonso em Novo Hamburgo. Gostava muito de conversar e era estimado por amigos e vizinhos. Semana passada puxou um papo amistoso comigo, a última lembrança que tenho dele. Um dia depois deste crime, o Mateus, filho do meu colega no Paraná, foi baleado sem reagir no centro de Novo Hamburgo, para lhe roubar o celular. Está residindo na cidade há uma semana e já teve uma “boa” recepção.

Qual a saída? Para a família enlutada só resta o conforto daquele que disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11.25). Mas não podemos ficar só com as mãos cruzadas em oração. É preciso indignar-se e exigir das autoridades justiça, paz social e proteção. A violência urbana tem várias causas: desestruturação familiar, incapacidade dos governos, impunidade, corrupção etc. No meio disto estão as drogas, o grande agente dos crimes violentos. Os “acertos de conta”, as chacinas e disputas entre traficantes rivais transformaram-se em rotina. E nesta guerra de bandidos somos confundidos e nos tornamos vítimas.

Tem toda a razão o assassino do Edelson: “foi mal”. Foi o pior mal que alguém pode cometer. Por isto o recado bíblico: “O assassino cava muito depressa a sua própria sepultura” (Provérbios 28.17). Mas a Bíblia também recomenda: “Não paguem a ninguém o mal com o mal (...) Deixem que seja Deus quem dê o castigo” (Romanos 12). Aos homicidas, caso queiram escapar do castigo eterno, basta se arrepender e crer no perdão, pois, incrivelmente, até por eles Jesus orou na cruz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. O que não exclui a devida punição nesta terra de Caim.

Marcos Schmidt - pastor luterano

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

26 de julho de 2014

Cicatrizes

00A vida nos deixa com cicatrizes. Alguns mais, outros menos.

Mas a história de Victoria Wilcher, de apenas 3 anos, é triste. Ela supostamente teria sido “convidada” a se retirar de uma loja de fast food, nos Estados Unidos, porque sua aparência estava assustando os clientes.

Victoria possui várias cicatrizes no rosto e não tem o olho direito. Ela foi vítima de um ataque de três cães da raça pit bull em abril. A rede de fast food abriu investigações e resolveu doar 30 mil dólares para ajudar na recuperação de Victoria.

Você já se assustou com as cicatrizes de alguém?

Antes, porém, responda: quais são as suas cicatrizes? Sim, porque você as tem. Eu também tenho. Na mão direita. Não menor que 10cm. Fora aquelas que ninguém vê.

Mas não me envergonho delas. Porque, no fundo, como disse o escritor Caio Fernando Abreu: “Uma cicatriz significa: Eu sobrevivi”. O meu passado foi real, as lutas existiram, a ferida também. Mas Deus me trouxe até aqui. E cá Ele está comigo.

Isso me faz lembrar a história do menino atacado por um jacaré. Ele tinha ido nadar num lago atrás de sua casa. Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo, deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa. Porém, ao cair na água, não percebeu que um jacaré estava deixando a margem do lago e indo em sua direção.

Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Apavorada, a mulher correu para o lago, gritando para o filho o mais alto que conseguia: “Filho! Filho! Cuidado! Volte! Saia da água! Rápido!”

Ao ouvir a voz da mãe, o menino se assustou e começou a nadar na direção dela. Mas já era tarde. Assim que o menino chegou perto da mãe, o jacaré também o alcançou. A mãe agarrou o filho pelos braços enquanto o jacaré o abocanhou pelos pés. O animal era muito mais forte do que a mulher, mas o amor pelo filho lhe dava forças para não deixá-lo ser levado por aquele bicho perigoso. O desespero de mãe e filho parecia não ter fim, até que um fazendeiro, que passava por perto, ouviu os gritos, pegou uma arma e matou o jacaré.

Após semanas no hospital, como um milagre, o pequeno menino sobreviveu. Seus pés ficaram completamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, continuavam também as marcas profundas, onde as unhas da mãe estiveram cravadas enquanto lutava para salvar o filho amado.

Um repórter que entrevistou o menino após o trauma, perguntou se ele podia mostrar suas cicatrizes. A criança, inocentemente, mostrou seus pés. O repórter ficou chocado com o que viu. Porém, o menino falou orgulhoso: “Mas olhe em meus braços! Eu tenho também grandes cicatrizes nos meus braços porque minha mãe não deixou o jacaré me levar”.

Se você tem cicatrizes - da vida, no corpo, na alma -, lembre-se: Deus não deixou você ir.

Queira Deus que a Victoria possa ter seu rosto restabelecido da melhor forma possível.

E quando você encontrar alguém parecido com ela, não se envergonhe das cicatrizes, nem repugne, muito menos julgue.

Você tem as suas. Eu tenho as minhas. E mesmo assim Deus segue conosco.

Tudo isso porque Jesus tem as cicatrizes do amor nas mãos e nos pés. Cicatrizes sem culpa, fruto do Amor, marcas da vitória. Cicatrizes que concedem perdão e salvação. Cicatrizes que fazem a nossa vida valer a pena.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Parabéns, campeão!

taçaAcabou.

Já conhecemos o campeão.

Foram muitas batalhas. Muita garra. Dedicação.

Também teve sofrimento. Superação. Sacrifício.

Mas valeu a pena.

O suor no rosto mostrava a angústia.

As lágrimas, ao longo do caminho, agora são lágrimas de alegria.

Até sangue foi derramado.

O início foi avassalador, já com uma goleada sobre quem se julgava superior, melhor do mundo.

Mas o campeão era diferente. Não olhava para o telão, buscando os holofotes, em vaidade, presunção ou futilidade. Não. Não foi fanfarrão, mas jogou em silêncio, às vezes num silêncio profundo e mortal, mas eficaz.

O campeão nunca foi egoísta, nem pensou apenas em si, em suas glórias, no que poderia ganhar. Não quis dinheiro, fama ou contratos milionários. Antes, pensou na nação, jogou por ela, batalhou por ela, venceu por ela.

Claro, houve percalços. Muitos queriam impedir a vitória do campeão. Fizeram faltas, algumas bem violentas... Reclamaram, atingiram... Armaram estratégias, golpes, ataques... Juízes parciais marcaram impedimentos inexistentes, pênaltis simulados, deram cartões sem fundamento e tentaram expulsar injustamente.

Mas foi tudo em vão.

A estratégia do campeão prevaleceu. E ele seguiu convicto, marchando confiante, jogando triunfante. Nada o deteve.

Até mesmo quando o jogo parecia perdido, a virada apareceu. Quando parecia exausto, sem condições de lutar e avançar, o campeão não se entregava. Quando se esperava uma batalha igual, ele ganhava de goleada. E que goleada!

Ninguém esperava. A maioria estava ao lado de outros. Mas o campeão foi mais forte, equilibrado, decisivo. Nunca desistiu, mesmo diante das adversidades. Foi ousado e humilde, polivalente e perseverante. Tinha um foco claro e por ele combateu desde o início. A iniciativa do jogo sempre foi dele.

Seu triunfo foi um passeio, um verdadeiro chocolate!

A final, verdadeiramente épica, vai ficar marcada para todo o sempre. E a taça é, merecidamente, sua.

É por isso que, hoje, milhões no mundo inteiro gritam, com justiça: “Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!”

Que o digam os hermanos, os brasileiros, todos os demais e até mesmo os alemães!

Porque nessa copa, a maior e mais importante de todos os tempos, a copa das nossas vidas, o campeão, com todo o direito, é... JESUS!

A Ele nossos parabéns, nosso louvor e gratidão!

E, se você crê nesse verdadeiro campeão e vencedor, então Ele mesmo garante: o título deste artigo também vale para você.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Perder para ganhar

joaquim-final-copa-selecionadas-09-size-598O assunto já encheu a nossa paciência, mas se ainda existe resignação, penso que no livro "Lições da Copa" o mais significativo fica no capítulo Saber Perder. Os argentinos não souberam. "Nos robaron la ilusión", reclamaram eles. Os alemães souberam ganhar. Antes e depois. O que não veio de graça. Este povo precisou encurvar-se de forma dolorosa após a queda do nazismo - tudo por conta da soberba. Qualquer arrogância - no esporte, nas tradição cultural, na etnia, na religião, na carreira profissional, no status social, no nível econômico - carrega um domínio pernicioso quando sempre na vida há vencedores e perdedores. Para nós brasileiros foi menos traumático perder por 7x1 de uma Alemanha que não tirou nossa dignidade.

O apóstolo Paulo pensou em algo parecido quando escreveu: "Mas dou graças a Deus porque, unidos com Cristo, somos sempre conduzidos por Deus como prisioneiros no desfile de vitória de Cristo. Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus..." (2 Coríntios 2.14). Ele busca uma imagem estarrecedora para falar de outra coisa. Quando o cruel exército romano entrava triunfalmente na capital arrastando por correntes e chicotadas os prisioneiros de guerra, neste caminho de vitória e humilhação haviam piras de incenso que exalavam um perfume que invadia toda a cidade. Paulo diz que é muito melhor ser prisioneiro de Cristo, e que a vida do cristão é um perfume que espalha vida. Ser prisioneiro de Cristo não deixa de ser um processo doloroso, exige a desistência de qualquer virtude, vaidade, ostentação, valentia. É preciso render-se, humilhar-se, desistir da auto suficiência e vitória pessoal. Atitudes estúpidas à natureza humana, mas necessárias para Cristo reinar em seu amor e, desta forma irracional, conduzir alguém à verdadeira vitória.  Ao falar desta conquista, Paulo diz que "somos como potes de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós" (4.7).

Marcos Schmidt - pastor luterano

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

17 de julho de 2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

FICA A DICA: Alemanha, um exemplo para a vida

Cristo-Cores-da-Alemanha-02             Algumas imagens e fatos marcaram a Copa no Brasil. Entram para a lista a mordida do uruguaio Luis Suarez, a contusão de Neymar, o abraço solidário de David Luiz em James Rodriguez, o terceiro goleiro da Holanda entrando no jogo só para a disputa de pênaltis.

            Mas nada se compara às marcas que as seleções de Brasil e Alemanha deixaram na Copa. Do lado alemão a organização, o planejamento, o foco, a simpatia. Do lado brasileiro a desorganização, a falta de planejamento, a autoconfiança de quem já “tinha uma mão na taça”, conforme o auxiliar técnico Parreira. Não deu outra. O 7x1 foi a vitória da organização sobre o improviso. Para vencer é preciso planejar, organizar e traçar metas. Será que esta lição alemã não é um legado da Copa? A Alemanha como campeã da Copa não foi sorte, mas a coroa de anos de trabalho focado e determinado.

            Na vida diária há muitos que são como o exemplo negativo do Brasil ou como a boa conduta da Alemanha. Enquanto uns planejam e se dedicam, outros vão vivendo e cantando: “Deixa a vida me levar, vida leva eu”. O conselho é bíblico: “Quem planeja com cuidado tem fartura, mas o apressado acaba passando necessidade” (Provérbios 21.5).

            E sua vida com Deus, está planejada? Sua vida está focada na fé em Jesus? Independente dos seus planos e metas pessoais, Deus quer participar da sua vida. Ele quer aproveitar todas as oportunidades possíveis para lhe oferecer a fé cristã. Afinal, Deus também tem um plano: “Ele quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade” (1 Timóteo 2.4). Perigoso é viver sem Cristo. Um dia o apito final encerrará todas as oportunidades de arrependimento e perdão dos pecados.

            Então fica a dica: além do grande futebol e do carinho demonstrado ao Brasil, a seleção Alemã nos deu um exemplo de vida. É preciso planejar, projetar, estar focado. E, se a vida imita a arte, bem que a vida poderia imitar os bons exemplos do futebol. Inclua uma vida cristã nos seus planos. Busque a Palavra de Deus. Afinal, “em todas as situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou” (Romanos 8.37). Viva com Jesus até o fim.
 
Pastor Bruno A. Krüger Serves
Congregação Evangélica Luterana Cristo, Candelária - RS
Coluna Fica a Dica, Jornal Folha de Candelária.

sábado, 12 de julho de 2014

Pai anda 28 km com o filho nas costas todo dia: tem que estudar

paidevoto2Veja se o amor e a determinação não superam qualquer obstáculo.
Na província Sichuan, na China, todos os dias um fazendeiro carrega uma criança nas costas por 28 km para levá-lo à escola.
Este homem de 40 anos é Yu Xukang, pai solteiro de um menino de 12 anos de idade, que sofre de uma doença rara nas pernas, braços e costas, sendo impossibilitado de andar.
Para Yu, essa brava atitude não passa de algo normal e cotidiano.
Ele disse à reportagem do Daily Mail que não há nada de errado com a mente de seu filho, que não era aceito em nenhuma escola e, com isso, ainda está cursando o primeiro ano do primário na Escola Primária Fengxi.
Fazendo as contas até o dia 10 de março de 2014, esses dois já andaram mais de 2.500 km desde o início do ano letivo.

paidevoto5Com a fama da história, o Governo local anunciou que vai pagar brevemente um apartamento mais próximo à escola para a família..
Outras fontes afirmam que ainda planejam pagar os estudos e custo de vida da criança até que se termine o colégio, além de reunir esforços para encontrar a mãe desaparecida.
O pai dedicado deixou claro o orgulho por seu filho já estar no topo da sua classe.
Ele acredita que o menino vai conseguir grandes coisas.
“Meu sonho é que ele vá para a faculdade“, concluiu à reportagem. 
É o valor da educação... na China.

Com informações do Daily Mail e Hypeness

(http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=4692)

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