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fimA dor de perder alguém querido é gigante. Quem já perdeu sabe como é.

A explicação para esta dor encontra-se no próprio fato da criação humana. Deus criou os seres humanos para viver, não para morrer. A morte entrou no mundo como um intruso, junto com o pecado do primeiro casal, e se espalhou por toda a raça humana. Ou seja, nosso DNA original era de “vida”: a morte nunca esteve nos planos de Deus.

No momento em que perdemos alguém, ouvimos muitas coisas, coisas estas que partem de pessoas bem-intencionadas e que querem ajudar, manifestar solidariedade, tentar consolar. Contudo, a impressão que temos é que, acima das palavras, o que conta mesmo é o ombro. É possível que nem lembremos as palavras que nos foram ditas, mas lembramos os ombros que nos foram estendidos.

É assim mesmo: por mais que tentem, os seres humanos são incapazes de trazer um consolo real quanto à morte porque não têm, em si mesmos, o poder de vencer a morte. Aquele que nos dirige uma palavra afetuosa também corre o mesmo risco de morrer e, portanto, não consegue se colocar como “senhor” da situação.

Mas há alguém que pode falar da morte com propriedade: Jesus. Ele, que veio a este mundo para viver a nossa vida e sofrer a nossa morte, voltou à vida ao ressuscitar naquele glorioso domingo da Páscoa. Sua ressurreição é a sua credencial para falar sobre a morte, colocando-se – Ele sim – como “Senhor” sobre todas as situações, inclusive a morte.

As palavras de Jesus sobre a morte são poderosas. Vale a pena ouvi-las.

Em primeiro lugar, Jesus é Deus que fala a verdade e não esconde nada. Ele falou abertamente sobre a morte como algo suscetível a todos. Nossa vida é breve, limitada. Apesar dos avanços da medicina, de muitos males serem combatidos com êxito, e de medicamentos serem testados e descobertos para aliviar a dor e trazer esperança de cura, jamais será possível criar um paraíso na terra. Sobre esta brevidade, Jesus pergunta: “Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” (Mateus 6.27). A vida deste mundo tem um limite. A morte é uma realidade. Jesus não esconde isso.

Em segundo lugar, ao passarmos por uma situação de morte, devemos lembrar e crer na morte de Jesus. A morte de Jesus foi por nós – Ele morreu em nosso lugar – e nos abre o caminho para vivermos. “Cristo morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”, disse o apóstolo Paulo (2Coríntios 5.15). A morte de Jesus nos abre os olhos para uma vida com Jesus, vida verdadeira e em abundância que nem a morte tira. Quem vive para si mesmo, morre, morre e morre. Quem vive para Jesus, vive, morre e vive.

Isso nos leva a um terceiro ponto: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente”, prometeu Jesus (João 11.25-26). Para aqueles que aceitam e confiam que Jesus morreu em lugar deles e agora entregam-se a uma vida que vale a pena, com os olhos e o coração na direção de Jesus – para estes, a morte não tem a última palavra. Jesus morreu por nós; esta morte é nossa. Mas Jesus ressuscitou, e esta ressurreição também é nossa. O que significa dizer que, para quem vive em Jesus, a morte não tem mãos – não segura ninguém.

O vazio aqui neste mundo ainda fica. Incomoda. Machuca. Volta e meia dá as caras.

A gente nem sabe direito o que dizer.

Contudo, por Jesus viver em nós, podemos chorar com os que choram. Podemos dar nosso ombro. E podemos também falar para os que choram – e lembro aqui a família Lages – não as nossas palavras, e sim as palavras dAquele que é “Senhor” sobre todas as situações.

Pois as palavras de Jesus são poderosas para suavizar a dor. E para dar vida em meio à morte.

P. Julio Jandt

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Dizem que o papel aceita qualquer coisa, e as pedras também são assim. Quando saiu para uma caminhada perto de sua casa em San Diego, na Califórnia, a brasileira Carol Arêas teve a ideia de levar para casa algumas pedras e escrever nelas algumas mensagens positivas, para se inspirar diariamente. Mas o que começou como uma simples ideia de decoração logo se transformou em um projeto para levar positividade e inspiração ao redor do mundo.

Nas pedras, Carol escreve mensagens simples, como “Acredite“, “Amor“, “Cultive a bondade” e “Seja forte“, em inglês, usando uma bela caligrafia. As mensagens são deixadas em lugares comuns, como estacionamentos de supermercados, parques, praças e bibliotecas e parecem realmente fazer a diferença. “Quando recebi um email de alguém que encontrou uma das pedras, comemoramos. É bom ver que a palavra certa encontrou o seu caminho no momento certo para a pessoa certa“, disse ela ao Follow the Colours.

O projeto, chamado de #wordrocks é compartilhado em uma conta no Instagram e as pedras com mensagens positivas já foram espalhadas por países como França, Itália, Brasil, China Indonésia, Japão e Chile.

Veja algumas mensagens:

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urlO que acontece hoje na política econômica do Brasil é parecido no campo espiritual com certas crenças. A pessoa fica presa, escrava, dependente de promessas, entrega tudo sem nenhum retorno. Precisamos de amparo político semelhante ao jeito de Deus conduzir. De um governo justo, sábio, que ofereça liberdade com responsabilidade.  Não de uma direção que se apodera, tira, escraviza, que mantém dependente no cabresto. "Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres" (Gl 5.1), alerta o apóstolo sobre crenças e líderes religiosos que roubam a liberdade que Deus criou e recriou através de Cristo.

Diabolicamente, igual a falsa religião, também a falsa política escraviza. A falsa religião prende sob o domínio de um deus tirano que nada oferece, só arranca. Subjuga como fazem nos altos juros e insuportáveis impostos. Assim o nosso país virou um desmedido templo da servidão.  Os sacerdotes são sua estrutura política e econômica, com nome e endereço, que exigem ofertas e sacrifícios do povo para manter sua luxúria e perversão. Os ritos deste culto pagão são os desvios, as propinas, as injustiças, a corrupção.

Como livrar-se dessa tiraria? Na vida espiritual, a Bíblia oferece o caminho: "Prestem atenção" (Gl 5.2). Prestar atenção é conhecer o amor de Deus revelado nas páginas das Escrituras, que liberta do pecado, do mal, da morte. Na vida pública, prestar atenção é inteirar-se no que diz a Constituição brasileira sobre direitos e deveres. É perceber na obrigação do Estado nossos direitos para aquilo que não recebemos, de liberdade para viver, não de grades para sobreviver. De maneira ordeira e organizada, mas decisiva, precisamos lutar por um Brasil acolhedor. Ou então fazer sacrifícios aos deuses tiranos.

Marcos Schmidt

marcos.ielb@gmail.com

Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Novo Hamburgo, 29 de agosto de 2015

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As idas e voltas e os mistérios da vida fizeram uma filha salvar a vida do pai, mesmo sem saber onde ele estava.
A fotógrafa Diana Kim há 10 anos registra imagens de sem-teto.
Um dia, trabalhando, ela encontrou o próprio pai nas ruas, como mendigo.
Ela não o via há anos, desde a separação com a mãe.
Foi um choque, mas uma oportunidade para se reaproximar e salvar a vida do pai dela. Mas com muita dificuldade.
História
Diana Kim, 30 anos, aprendeu a profissão com seu pai, que era dono de um estúdio fotográfico na ilha de Maui, onde ela cresceu.

Quando os pais se separaram, ela diz que seu pai tornou-se 'ausente'.
Vivendo durante anos em lugares diferentes, com amigos, parentes, ela perdeu contato com o pai.
Em 2003, como estudante de fotografia, Diana começou um longo sobre os moradores de rua.
Sumiço
Tudo o que se sabia na época sobre o pai dela era o que sua avó contava: que a saúde mental dele tinha se deteriorado e ninguém sabia onde ele estava vivendo.
Dez anos depois, Diana estava em Honolulu, documentando desabrigados do Havaí e viu um mendigo. Era o pai dela.
"Foi devastador", disse ela à NBC News.
Diana tentou se aproximar dele, mas com esquizofrenia grave, ele se recusava.
Ela passou então a fotografá-lo sempre, uma forma até de protegê-lo.
Até que em outubro de 2014 ele sofreu um ataque cardíaco e concordou em receber ajuda.
Hoje, ele passa bem, recuperado, e está procurando emprego.

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Registro da história
Diana levantou recentemente fundos no Kickstarter para criar um álbum de fotos de sua viagem com o pai, chamado "The Homeless Paradise" - "O paraíso do Sem-Teto", em tradução livre.
Ela também quer usar uma parte do dinheiro para ajuda entidades que cuidam de moradores de rua.
"Meu objetivo, muito antes de meu pai virar sem-teto, era humanizar aqueles que viviam nas ruas", disse ela.
"Cada um tem uma história, e espero que compartilhando a minha, ajude a dar uma nova perspectiva."
"Enquanto estamos vivos neste mundo, cada dia é uma oportunidade de ter uma 'segunda chance." Não há falha, a menos que você desista, e ele nunca desistiu. E eu nunca desisti dele", concluiu Diana.

Leia mais no site de Diana aqui.

Fonte: metro.co.uk e sonoticiaboa.com.br

 

No meio de tanta notícia ruim é preciso ter esperança. As próprias dificuldades são o combustível da esperança.  Escreve o apóstolo Paulo que "os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de SOFRIMENTO1Deus e essa aprovação cria a esperança" (Romanos 5.4). Mas a Bíblia também diz que "a esperança dos maus dá em nada" (Provérbios 11.7). E por que? Ela mesma responde: "Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo" (1 Coríntios 15.19). O cristão, no entanto, não fica olhando apenas para o céu, na expectativa de que as coisas só vão melhorar na vida eterna. Mesmo quando o céu é a esperança das esperanças, um incomparável conforto diante da terrível aflição por aqueles que morrem, mesmo assim, o seguidor de Cristo carrega algo nele que as pessoas hoje tanto desejam. Atitudes que aparecem claramente na hora quando falta dinheiro, saúde, paz, segurança, bom governo, honestidade, felicidade. Pedro escreve que Deus nos ofereceu uma nova vida e por isto "nosso coração está cheio de uma esperança viva" (1 Pedro 1.3). Nesta carta bíblica, ele descreve o resultado da nova vida no sofrimento, atitudes que se apresentam nas relações da família, da sociedade e da própria igreja. Diz isto numa frase que é a grande reclamação: "respeitem todas as pessoas".

Na verdade, a esperança cristã não é egoísta, individualista, interesseira, consumista, que olha apenas para o seu umbigo. Até porque, se o sofrimento e a paciência produzem a esperança, o texto complementa que esta fé "não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor nos nosso coração". Sem dúvida, quando todos estão decepcionados com tanta notícia ruim, surge este amor que não fica apenas nas palavras, mas se apresenta no compromisso das atitudes. Por isto a oração do apóstolo: "Deus, que é quem dá paciência e coragem, ajude vocês a viverem bem uns com os outros, seguindo o exemplo de Cristo Jesus" (Romanos 15.5).

Marcos Schmidt

marcos.ielb@gmail.com

Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Novo Hamburgo, 22 de agosto de 2015

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Imagine uma asa de borboleta que se despedaça com um só toque e rasga facilmente. É assim que se comporta cerca de 90% da pele do corpo de Jonathan Pitre, um canadense de 14 anos que sofre com uma das mais graves doenças existentes: a epidermólise bolhosa. Pouco conhecida, sem cura e extremamente dolorosa, a doença limita a vida do garoto não só no dia a dia, mas também na expectativa. Segundo médicos, ele dificilmente viverá mais que 25 anos.

Eu só tenho uma expectativa de vida de 25 anos e já cheguei na metade da minha vida. Isso dá uma perspectiva diferente, pense no que você tem, pense em toda a felicidade a sua volta, pense em todo o amor“, disse ele.

Apesar da doença e das doses diárias de dor, Jonathan é um exemplo a ser seguido, já que usa sua voz e sua força para motivar pessoas e arrecadar fundos para organizações que buscam a cura da doença. “Todos os dias são batalhas e todos os dias são batalhas vencidas. Esse sou eu, é assim que eu tenho que ser, então eu lido com isso“, afirma.

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Fonte: hypeness.com.br

O papai é pop“O Papai é Pop” está na lista dos livros mais vendidos no Brasil. O livro foi escrito por Marcos Piangers, radialista da Rede Atlântida que aventura-se como escritor e palestrante. Quem conhece seu trabalho sabe que seu ponto forte não é a intelectualidade em si, como os grandes escritores da Academia Brasileira de Letras, mas sim o humor e a inovação. Para apresentar o livro, a frase é que “as preocupações com a casa, com o berço, com o espaço para as crianças brincarem não fazem diferença nenhuma. O que vale mesmo não é comprar os melhores brinquedos, porque as crianças gostam mesmo é das brincadeiras que não custam nada”.
Como pode um livro que fala das coisas simples da vida e de brincadeiras de crianças estar entre os mais vendidos no Brasil? Quem sabe seja porque a simplicidade da vida foi esquecida. Também entre pais e filhos. Filhos querem atenção, cócegas, colo, olho no olho. Querem e precisam sentir o cheiro de pai, o cheiro de mãe. Pobres pais que, nas suas correrias e compromissos, delegam estes momentos únicos para avós, creches, babás, tablets. A grande procura pelo livro de Piangers pode ser um sinal de reconhecimento de que pais estão cada vez mais ausentes na vida emocional e lúdica de seus filhos – e tentam preencher isto com brinquedos caros, tênis da moda, tablets animados, presentes.
A rotina sufocante parece esconder a simplicidade da vida. E não é de hoje: “Trabalhamos tanto, tentando pegar o vento, e o que é que ganhamos com isso? O que ganhamos é passar a vida na escuridão e na tristeza, preocupados, doentes e amargurados. Então cheguei a esta conclusão: a melhor coisa que uma pessoa pode fazer durante a curta vida que Deus lhe deu é comer e beber e aproveitar bem o que ganhou com o seu trabalho”. (Eclesiastes 5.17-18). A fé em Jesus nos ajuda a tirar o pé do acelerador e a curtir a vida. A fé cristã nos ajuda a ver que nossos filhos não precisam apenas de roupa, escola e comida, mas de pais que ofereçam colo, carinho, sorrisos, conceitos, exemplos. Jesus carregou consigo culpas de pais e filhos, e seu perdão torna possível reaprender a priorizar as coisas mais importantes na vida.
Então fica a dica: o sucesso de “O Papai é Pop” parece um sinal de carência. Carência de momentos simples e inocentes, entre pais e filhos, entre mães e filhas. Carência de olho no olho, colo, futebol, garupa, bicicleta, cócegas. Jesus nos ama assim, olho no olho, com total atenção, do amanhecer ao anoitecer. Seu amor redireciona nosso olhar ao que é mais importante, para os momentos que vamos carregar no coração e na mente.

Pastor Bruno A. Krüger Serves - CEL Cristo, Candelária-RS

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Nunca é tarde para ajudar!
Uma professora aposentada, de 77 anos, abriu as portas de sua casa para alfabetizar adultos de graça.
Eunir Alves Moreira de Faria poderia pensar em descansar, mas preferiu ocupar seu tempo oferecendo aprendizado para moradores de Patos de Minas.
A professora criou uma cartilha para ensinar a ler e escrever e colou um cartaz com anúncio das aulas no portão.
“Sinto a necessidade de ver pessoas lendo e escrevendo”, disse ao G1.

“Eu tenho duas mesas e dez cadeiras na varanda e foi esse ambiente que disponibilizei para proporcionar estudo a quem não tem. Colei o papel há pouco mais de uma semana e já consegui preencher todas as vagas. Inclusive, vou dar aula no período noturno para atender também quem trabalha”, disse.

História
A professora lecionou por 25 anos em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas.
Há 15 anos, ela mora na região do Alto Paranaíba.
Para Eunir, focar no trabalho social é se realizar duas vezes. “Me sinto melhor como pessoa e ao mesmo tempo volto a fazer o que me dá prazer: dar aula. Como moro sozinha também é uma forma de estar sempre acompanhada”, ressaltou.

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Um dia após colocar o cartaz no portão, Eunir Alves disse que recebeu a ligação de uma mulher interessada nas aulas.
A futura aluna chorava e afirmou que iria finalmente poder ler e escrever.
"Isso me emocionou e me fez ter a certeza que o dinheiro não tem muito valor quando o assunto é educação. Proporcionar uma vida diferente ao outro, isso sim não tem preço”, comentou a professora.

A cartilha
O método que a professora usa para alfabetizar adultos foi desenvolvido por ela mesma. Tr
ata-se de uma cartilha ilustrada, que segundo Eunir Alves, favorece o aprendizado.
São três volumes e cerca de seis meses para o aluno se desenvolver na leitura e na escrita.
O processo é silábico e garante bons resultados.

Custo
Como a professora está aproveitando o material que já tem, o aluno só arca mesmo com o caderno, a borracha e o lápis. As aulas tiveram início no fim da semana passada.

A aposentada acrescentou que espera incentivar outras professoras a não desistirem de levar o dom que receberam por alguns anos a mais.
“O mal espalha muito fácil, mas o bem nem sempre. É necessário sacrificarmos um pouco para ajudar o outro. Isso é ser humano e eu desejo sim ser um exemplo, já que o Governo não dá a atenção que a educação merece”, concluiu.

Fontes: G1 e sonoticiaboa.com.br

Máquina-do-tempoPara quem é do século passado, assim, como eu, ficava realmente viajando com os filmes “De volta para o futuro”, “O exterminador do futuro”, ou para os mais antigos ainda, nos anos 60 e 70 tinha a série “Túnel do tempo”, enfim, todos esses filmes, assim como outros, mais novos, “Efeito borboleta” e “Déjà Vu”, retratam a mesma coisa: a capacidade do homem em viajar no tempo. Essas viagens no tempo eram na grande maioria das vezes, do presente para o passado ou do futuro para o presente. A trama desses clássicos eram tentar acertar as coisas no passado com o intento de concertar alguma coisa do presente e no futuro, e quando se viajava para o futuro era apenas para dar uma espiada nos dias vindouros.
Agora, saindo da ficção e acordando para a realidade, se existisse uma máquina capaz de nos levar ao passado e trazer-nos novamente ao presente, sem dúvida alguma, o presente já não seria mais o mesmo e da mesma forma o nosso futuro seria completamente diferente. Ainda que o senhor Albert Einstein em suas teorias chega muito próximo de provar que é possível um deslocamento no tempo, mas ainda fica no campo das teorias quase a beira do sobrenatural.
Sempre pensamos em tentar mudar o nosso passado. Aquelas pequenas decisões que deveriam ou não deveriam ser tomadas, as palavras que não deveriam ou deveriam ser ditas, a mudança de emprego, a oferta rejeitada, a briga, o não lutar um pouco mais, a violência e a necessidade na infância, enfim, são centenas de milhares de situações no passado que hoje refletem sobre o nosso presente e causam pânico quando olhamos para o futuro. Essas lembranças do passado que não deveriam estar em nenhum lugar da nossa história, mas, estão ali plantadas, fixas, e todos os dias levando-nos a um sofrimento quase que eterno, parece que nunca se chega ao fim delas, quando achamos que passou, logo elas batem à porta das nossas emoções, ainda que tentamos escondê-las em “algum lugar do passado”, elas insistem e voltam, para muitos, um verdadeiro tormento.
A ciência, pelo que se sabe, ou achamos que sabemos, ainda não desenvolveu tal engenhoca para nos fazer caminhar no tempo, entretanto, não como um efeito paliativo, mas capaz de curar as lembranças do passado, cicatrizando o presente e abrindo uma “fenda no tempo” para o futuro, somente o perdão tem esse poder de tratar o passado, mantendo-o em seu lugar, mas removendo os efeitos que tanto nos torturam.
Quando perdoamos a nós mesmo pelos fatos passados, nos relacionamos melhor com quem convive conosco no presente. Quando perdoamos os demais pelas situações do passado, temos expectativas de um futuro melhor. O perdão não remove o fato da história de nossas vidas, sempre lembraremos do acontecido, no entanto, o perdão fecha a ferida aberta e a cicatriza naturalmente, com isso, desprendendo as nossas emoções do passado, ficando apenas como um fato de nossas vidas mergulhado no passado.
Quando perdoamos, voltamos a sonhar, e sonhar é projetar do presente o futuro. Por outro lado, a falta de perdão, além de nos prender no passado, somos mergulhados num oceano de ira, rancor e ódio, fazendo nos imobilizar no presente e subtraindo de nós todo o nosso futuro.

Por Moisés Brasil Maciel

(http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/a-maquina-do-tempo-chamada-perdao)

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Em plena Penn Station, em Nova York (EUA), em que milhares de estranhos apressados se cruzam sem se olhar, a Coca-Cola e a JetBlue se uniram em uma ação capaz de renovar um pouquinho da sua fé na humanidade. Uma máquina de refrigerantes foi colocada no meio da estação, mas toda vez que uma garrafa era comprada, a pessoa recebia duas unidades e uma missão: compartilhe essa Coca-Cola.

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Com câmeras na máquina e em diferentes pontos da estação, as empresas puderam monitorar quantas das pessoas realmente compartilharam a garrafa extra. E aí veio a surpresa: 70% delas deu a garrafa extra a um estranho. E para provar que fazer o bem e ser uma pessoa legal vale a pena, a JetBlue entrou na jogada, premiando cada uma das pessoas que compartilhou o refri com uma passagem grátis de ida e volta.

Nada mau, hein? Veja como foi a ação:

Fonte: hypeness.com.br

Opi_19_08_15_eternidade_Gabriele(1)"Porque a nossa leve e momentânea tribulação
produz para nós eterno peso de glória,
acima de toda comparação" (2 Co 4.17)
Uma vantagem da língua inglesa é que quando se fala no céu espacial, na abóboda celeste, tem-se uma palavra (sky); e para os céus, como lugar para onde vão os salvos depois da morte, há outra (Heaven). Nós, usuários da língua portuguesa, usamos o mesmo nome, e o céu como “Heaven” tem muitas vezes essa conotação de ser um lugar distante, lá no alto, um lugar que nega tudo o que vivemos aqui embaixo.
No imaginário popular, trata-se de um lugar onde flutuam as almas desencarnadas e os anjos, de um lugar em que Deus reina. Há essa ideia maniqueísta de que tudo o que é corpóreo, material será negado ou anulado ou extinguido no céu. Se é que se crê em céu.
Pude constatar numa enquete nos arredores de uma universidade confessional, que os entrevistados, mesmo quando perguntados se acreditavam em Deus e se eram cristãos, responderam que sim. Por outro lado, quando perguntados sobre o que acontece depois da morte, responderam que nada acontece, que é o fim da linha e que nossos corpos vão se desintegrar simplesmente.
Então, temos dois problemas entre os que se dizem cristãos: primeiro, o de realmente crer e compreender que o cristianismo tem algo que ver com a eternidade; segundo, o de que o céu, quando se crê nele, é considerado o avesso da Terra.
Assisti recentemente a uma palestra na internet - infelizmente ainda não traduzida para o português - de um congresso de língua inglesa, dedicada a C.S. Lewis em que um dos palestrantes falou sobre os céus. Sua palestra foi intitulada C.S. Lewis on Heaven and the New Earth [C.S. Lewis sobre o Céu e a Nova Terra] e fez parte do Congresso chamado “Desiring God” [Desejando a Deus], de 2013. Apesar de ter sido um evento em torno de C.S. Lewis, todos os palestrantes frisaram que o superstar, o personagem central, era Jesus Cristo.
O palestrante, Randy Alcorn, começa, dando o seu testemunho de que ele vivia uma vida sem Deus, sem a mínima noção do Evangelho, mas uma paixão por astrologia. Ele tinha um telescópio e quando conseguiu ver o sistema solar de Andrômeda, chorou de emoção.
Depois de se converter, Alcorn achava que tinha que deixar de lado toda a sua paixão, mas, graças a Deus, topou com algumas obras de C.S. Lewis que aprofundaram o seu conhecimento das Escrituras. Primeiro, ele leu “O Problema do Sofrimento”, de C.S. Lewis, cuja leitura ele recomenda efusivamente a todo jovem cristão ingressante no ensino superior, pois deixa ateus como Richard Dawkins, e seu eterno argumento de que “se Deus existisse não haveria sofrimento no mundo”, no chinelo. Depois ele leu a trilogia espacial (“Longe do Planeta Silencioso”, “Perelandra” e “Uma Força Medonha”), a ficção científica de pano de fundo cristão, que considera o universo em toda a sua extensão.
Esses livros fizeram com que ele tivesse uma visão mais bíblica do mundo e do além de modo que, depois dessas leituras, ele teve coragem de olhar pelo telescópio e se emocionar novamente. Dessa vez, porém, não diante da pequenez do ser humano em relação à imensidão inimaginável do cosmo, mas diante da infinita grandeza do Criador do universo.
Ao longo da palestra toda, ele vai lendo a Bíblia e citando partes da trilogia e das “Crônicas de Nárnia”, em que fica claro que o Céu não é uma negação da Terra, mas uma renovação da mesma em uma Nova Terra, fazendo-a voltar aos moldes do que era, quando foi originalmente projetada por Deus.
Ele vai mostrando que nós teremos um novo corpo e que teremos todos os prazeres que hoje temos através dos sentidos, mas de uma forma reconciliada, regenerada e purgada de todo resquício ou sombra de mal.
E cita um dos trechos que eu também aprecio muito em C. S. Lewis que é do livro “O Peso da Glória”. Ele diz que não fomos criados para nos tornarmos espíritos desencarnados, mas que teremos um corpo novo. Diz ainda que o Cristianismo é a única religião em que o corpo é valorizado, que não é contra a matéria, pois ela em si não é má, mesmo porque foi Deus quem a criou.
Então eu me lembrei das minhas primeiras discussões teológicas da adolescência em que eu não conseguia me conformar com o poder que era atribuído ao Satanás, a ponto de ele ter conseguido destruir tudo de bom que havia no mundo e nas pessoas. Não há nada de bom no ser humano. Não se trata apenas de uma condição depravada, mas de um estado que faz com que o autoconceito de qualquer um vá para o pé. É esse tipo de coisa que nos incutem, em muitas dessas escolas dominicais, mas, pela graça do Senhor, eu pude me libertar dessas ideias. E o maniqueísmo, essa heresia monstruosa, está à solta nas nossas igrejas, quando não é de púlpito, nos pequenos grupos, classes infantis, de jovens e de adolescentes, e até na letra de músicas. E ele entra de forma livre também nas nossas famílias, por meio das novelas, filmes, desenhos animados, jogos, etc (não que se tenha que proibi-los, mas considerar tudo e reter o que é bom).
Ora, se não havia um pingo de bem nas coisas e em mim mesma, Satanás tinha que ser no mínimo tão poderoso quanto Deus, a ponto de aniquilar o bem. Nada contra a doutrina da depravação total, no sentido de que não há como o ser humano se salvar sozinho do seu pecado, mas tudo contra a ideia de que o mau se mede com iguais forças com o bem.
Então compreendi que Deus é infinitamente superior ao mal, tão infinitamente superior quanto a quantidade de espaço existente fora do mundo é superior à quantidade de dentro. E isso muda toda a nossa cosmovisão das coisas e do sofrimento, que passa a ser (por pior que realmente seja aos olhos de quem sofre) nada mais do que um pontinho perto da grandeza da glória que Deus tem preparado para nós no porvir.

Por Gabriele Greggersen

(Fonte: Ultimato)

 

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Existem provas de amor que ultrapassam o limite da vida. Elas ultrapassam os limites e alcançam as pessoas que também precisam de afeto. Babbette Jaquish era uma mulher que amava girassóis. Em homenagem a ela, que foi levada pelo câncer em 2014, seu marido Don Jaquish plantou cerca de 160 hectares de sementes destas flores na Highway 85 em Eau Claire, Wisconsin (EUA).

A plantação atingiu mais de 6 quilômetros. As sementes foram semeadas em terras alugadas em junho deste ano e agora as flores desabrocharam. Don nomeou este ato de Babbette’s Seeds of Hope (“As sementes de esperança da Babbette”) e pretende vender as sementes, destinando parte do dinheiro arrecadado para hospitais, experiências clínicas e programas de conscientização de pacientes.

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Don contou que o caso de Babbette era um exemplo para as vítimas de câncer, pois seus tratamentos a ajudaram muito: “Ela percebeu a importância da investigação em ensaios clínicos” e “ultrapassou a expectativa de vida de duas semanas a dois meses para nove anos”.

Babbette foi diagnosticada em 2006 e partiu em 2014. “Sua atitude faz com que todos os dias eu possa permanecer vivo. Eu estou um dia mais perto da cura“, afirma o marido.

Conheça mais sobre o projeto Babbette’s Seeds of Hope aqui.