quarta-feira, 16 de abril de 2014

FICA A DICA: Falta a bola, a carne e a erva

20101029094414_bola_gol1024Imagine uma partida de futebol sem a bola. Imagine um baita churrasco sem carne. Imagine você esquentar a água e preparar um chimarrão sem erva. Estranho, não é mesmo? Não há sentido nestas palavras. Foi tirado delas o principal: a bola, a carne, a erva. Tudo fica sem sentido.

Assim é a páscoa que se aproxima. Afinal, vivemos em tempos onde se comemora a tradição. Só isto. A tradição de comer peixe na sexta-feira santa. A tradição de preparar ninhos cheios de doces, casquinhas e muito, muito chocolate. Sem falar na tradição do coelhinho da páscoa. Isto não é errado. É maravilhoso! É uma tradição passada de geração a geração. As melhores lembranças de páscoa, aquelas lá da infância, certamente estão relacionadas a estas tradições. Mas é tradição. Apenas tradição.

Lembra do futebol sem bola, do churrasco sem carne ou do chimarrão sem erva? Assim é a tradição da páscoa sem Jesus. Pode até ser bonita, mas falta o principal. Falta Jesus, morto e ressuscitado. Ele dá sentido à páscoa, dá sentido à vida, transforma com o seu perdão. “Jesus foi entregue para morrer por causa dos nossos pecados e foi ressuscitado a fim de que nós fôssemos aceitos por Deus” (Romanos 4.25). Aí está o centro da páscoa. É a morte e ressurreição de Jesus.

Então fica a dica: viver a páscoa sem Jesus é como jogar futebol sem bola, é fazer churrasco sem carne, é preparar chimarrão sem erva. Falta o principal, perde-se o sentido. Páscoa é um bom momento para um recomeço, para pedir que Cristo dê sentido à vida e nos transforme com seu perdão e amor incondicional. Vá a um culto cristão de páscoa! Eu e minha família desejamos uma feliz páscoa a todos! Claro, feliz páscoa cristã.

Pastor Bruno A. Krüger Serves

Coluna Fica a Dica, Jornal Folha de Candelária.

terça-feira, 15 de abril de 2014

O eclipse da cruz

somnium_eclipse_smO eclipse da Lua me fez pensar na Páscoa. Não presenciei, era madrugada, mas aconteceu como naquela alvorada há dois mil atrás. A Terra cruzou entre o Sol e a Lua e por alguns instantes escondeu-a na penumbra. Cristo atravessou a morte e nós fomos ressuscitados com Ele, diz a carta bíblica. E agora a nossa vida está escondida com Cristo (Colossenses 3.1-4). Foi o profeta quem afirmou que Jesus é o sol da justiça (Malaquias 4.2). Sol que se fez Terra para nos esconder dos raios causticantes da retidão divina. Se naqueles tempos sem Galileu não imaginavam que a Lua gira ao redor da Terra e a Terra ao redor do Sol, sabiam, porém, que todas as coisas se movem em torno do poder de Cristo, porque Deus "trouxe a paz por meio da morte do seu Filho na cruz e assim trouxe de volta para si mesmo todas as coisas, tanto na terra como no céu" (Colossenses 1.20).

Por isto o eclipse da cruz. E o contraditório quando a Bíblia diz que Deus queima como o Sol e protege como escudo (Salmo 84.11). Seria um bloqueador solar? O rei Davi não tem dúvidas. Com o lombo ardido, reclamou: "Estou muito doente, queimando em febre" (Sl 38.7). Experimentou isto na teimosia de andar sem camisa e protetor - em pecados e orgulho: "De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão" (Sl 32.4). Arrependido e perdoado, confessou: "Na sombra das tuas asas encontramos proteção" (Sl 36.7).

Sim, na sombra da cruz. Diz o evangelista Lucas que "mais ou menos ao meio-dia o sol parou de brilhar, e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde (...) Aí Jesus gritou: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!". Eram os nossos pecados entre o sol e a terra, entre Deus e Jesus. Era a lua de sangue, sangue vertido na cruz. João estava lá na sombra da cruz, viu a Páscoa, e confirma: "A luz brilha na escuridão e a escuridão não conseguiu apagá-la" (João 1.5).  

Marcos Schmidt - pastor luterano

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

CPT 18 - Simbologia

CapturarVivemos cercados por símbolos, sinais e marcas que possuem significados e comunicam algum conteúdo. Saiba mais sobre os símbolos e a simbologia.

domingo, 13 de abril de 2014

PISCADINHA DE DEBOCHE x OLHAR DE AMOR

3abr2014---arthur-morgan-iii-pisca-para-os-fotografos-enquanto-e-conduzido-para-a-cadeia-apos-ser-considerado-culpado-pela-morte-da-sua-filha-tierra-morgan-glover-no-tribunal-superior-do-condado-de-1396570626750_956x500Uma piscadinha de deboche.

Foi o que fez Arthur Morgan III, de Nova Jersey, nos EUA, condenado por atirar dentro de um rio a sua filha de 2 anos de idade. A menininha, ainda presa à cadeirinha do carro, foi jogada à água junto com um macaco de trocar pneus, para garantir que afundasse. É de estarrecer: o pai matou a própria filha para se vingar da mãe, que havia rompido o noivado.

Enquanto deixava o tribunal, Morgan olhou para as câmeras e deu uma piscadinha de deboche. Os parentes da vítima caíram em lágrimas ao ver a cena.

A Bíblia relata, não uma piscadinha, mas um olhar que também causou choro.

Jesus estava na casa do sumo sacerdote, Caifás, onde estava sendo interrogado. Era quinta-feira, horas depois de ser traído. Pedro, um dos seus discípulos mais próximos, está no pátio da casa, junto a alguns empregados de Caifás. Três pessoas, ali, “denunciam” que Pedro estivera com Jesus. O resto já sabemos: Pedro, por três vezes, nega conhecer o Mestre (chega a jurar que não!) com o qual convivera e aprendera por cerca de três anos.

Pedro é o típico exemplo da “fé bipolar” que teimamos em carregar. Em um dia estamos superentusiasmados, superanimados, supereufóricos, fazemos mil promessas, nos derretemos de emoção por Jesus; em outro nos esquecemos dele, cedemos à fraqueza e apertamos um “Del”, excluindo da nossa memória e do nosso coração tudo o que Deus já fez por nós.

Pedro foi assim. Ele havia presenciado a água virar vinho, cinco pães e dois peixes alimentarem uma multidão, inúmeras pessoas serem curadas de males do corpo e da alma, Lázaro ressuscitar... Ele vira Jesus curar até mesmo a sua própria sogra!

Mas na hora da fraqueza, Pedro, eu e você somos todos iguais. Precisamos aprender a não confiar tanto no nosso taco, mas no taco de Jesus.

Nós também negamos Jesus. Negamos quando seus preceitos viram “conveniências”, quando as coisas aqui de baixo ocupam tanto nosso tempo e atenção que esquecemos de olhar para cima, quando retaliamos e nos vingamos. Negamos quando dizemos que somos da verdade, mas mentimos; quando dizemos que Deus é amor, mas não perdoamos; quando somos pimenta e neblina, ao invés de “sal e luz”.

Nessas horas, alguém precisa dar uma olhada em nós.

Um olhar que nos comova, transforme e encoraje. Como aconteceu com Pedro.

Depois da negação e do canto do galo, Jesus, próximo o suficiente de Pedro, “voltou-se e olhou diretamente para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe tinha dito” (Lucas 22.61).

No original, esse olhar é “fixar os olhos”.

Só que não foi um olhar de deboche. Antes, foi um olhar de preocupação e de amor. Era como se Jesus dissesse: “Pedro, meu filho, sua fé ainda é muito fraca. Você pensa que é forte, mas precisa muito de mim. Não confie tanto em você, mas busque forças em mim, para levantar quando cair, e para não mais me negar”.

Diante das nossas negações, Jesus também dirige a você e a mim o seu olhar de preocupação e amor.

Talvez, como Pedro, choremos ao lembrar o que fizemos.

Mas o mais importante é que esse olhar nos mude por dentro e nos faça, a exemplo de Pedro, olhar para Jesus com fé, amor e gratidão por toda a vida.

 

P. Julio Jandt - Igreja Evangélica Reformada de Itararé

sábado, 12 de abril de 2014

Os dois ladrões

cruz salvacao pascoa

No ano 33 d.C. a crucificação de três homens mudou o curso da história. Seus executores martelaram lhes os pulsos e tornozelos. Cena comum naquela época, e ainda falamos sobre elas hoje. Um deles morreu sentindo-se culpado e com culpa sobre si. Outro morreu como pecador, mas sem a culpa sobre si. O terceiro morreu com a culpa sobre si, sem ser culpado. Vejamos as diferenças nessas mortes.

O primeiro ladrão recebeu a punição que merecia. Desprezou Jesus por Ele clamar ser a luz e a esperança do mundo, e estar pendurado como eles, sem salvar-se a si mesmo (Lucas 23:39). Ele morreu em seu pecado e com culpa sobre si.

O segundo ladrão ridicularizou Jesus e o desafiou a salvar-se e a eles também (Mateus 27:44). Mas arrependendo-se, virou para o primeiro ladrão dizendo: “Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós […] recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:40-43).

Essas palavras demonstram que a vida eterna é dada aos que creem em Jesus para o perdão de seus pecados. Somente a fé em Cristo determina nosso destino eterno (João 3:16-18; Atos 16:31; Romanos 4:5; Efésios 2:8,9; Tito 3:5). Ele creu em Jesus, e passou a fazer parte da família de Deus. Recebeu o Seu perdão, e o juiz dos céus retirou-lhe as culpas. Morreu como pecador, mas sem a culpa sobre si.

Porém Jesus levou sobre Seus ombros a nossa culpa, sem ter cometido erro algum. Ressuscitou dos mortos três dias depois para mostrar-nos que Sua morte não fora um erro. O corpo ressurreto marcado por cravos mostrou aos discípulos que Jesus tinha tomado seus lugares na cruz. O julgamento de Deus caiu sobre Jesus e não sobre nós. Estávamos lá, porque Ele estava em nosso lugar! Crer nele faz toda a diferença! Se você ainda não o conhece como Salvador pessoal, peça a Deus para ajudá-lo a ter essa fé!” (Marcos 9:24).

Fonte; http://ministeriosrbc.org/2014/03/13/os-dois-ladroes/

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Um cachorro preto chamado depressão

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