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tsunami_in_japanEu já falei da Zazá, uma brasileira que tem servido a Deus em alguns recantos do mundo. Sabendo que ela estava estudando na Inglaterra, enfrentando o frio e lúgubre inverno de lá, eu lhe mandei um e-mail sobre as praias brasileiras. Mas o retorno à minha brincadeira me tapou a boca: “Sinto decepcioná-lo, mas escrevo com o ventilador ligado...”, respondeu. Zazá estava na Índia, trabalhando com as vítimas do tsunami! Nesse país ela ajudava crianças e procurava levar um pouco da luz do evangelho àquele povo sofrido e profundamente marcado pela violência do mar devorador.
Já faz algum tempo que o tsunami aconteceu e as notícias daquela catástrofe já não dominam a mídia. As vítimas, porém, com suas feridas ainda abertas, continuam a viver a saudade dos queridos que se foram. Silêda e eu estivemos naquela área pouco antes da tragédia. Num retiro com os obreiros da Visão Mundial de Mianmar, tomamos banho nas belíssimas praias da baía de Bengala, muitas agora arrasadas. Passamos pelo sul da Índia e, em outro retiro, nos hospedamos num bonito resort ao sul de Chenai. Vimos a beleza das praias e a sofisticação dos hotéis de turistas. Mas vimos também a pobreza do lugar, a fragilidade das casas e uma quantidade incrível de gente por toda parte. Ali, sentados no chão de uma favela, ouvimos o sonho da mocinha que, com o apoio da própria comunidade, batalhava por uma possibilidade de tornar-se enfermeira. O lugar não é o mesmo, mas as pessoas são iguais. A pobreza é aviltante. O sofrimento, diário. O lixo cheira mal. A luta pela sobrevivência nunca termina... E aí vem o tsunami e faz dos pobres a sua maior vítima!
E lá estão a baiana Zazá e o Yu Hwa, natural do Sri Lanka, e nosso colega que trabalha num dos países atingidos. “Poderiam ter sido os meus filhos!”, chora Suthan, morador de uma das áreas mais afetadas pelas ondas gigantescas. Ele e a família preparavam-se para um passeio, no dia 26 de dezembro, quando o telefone tocou. Nada do que planejavam ocorreu. Houve, isto sim, um mergulho profundo num desastre inimaginável! Esse e muitos outros dias ele passaria procurando ajudar as vítimas e coordenar alguma ajuda humanitária no local.
Entre os voluntários que vêm tentando ajudar, muitos são cristãos. Identificam-se com as pessoas, choram com elas e oram por elas. “Aqui e acolá”, em contextos restritos, essas pessoas procuram dizer uma palavra acerca daquele que nos motiva a viver a compaixão: Jesus Cristo.
“Ele te declarou, ó homem...”
Na edição passada eu me referi à palavra em que o profeta Miquéias não apenas deixa claro algo intrínseco à natureza de Deus — a justiça e a misericórdia —, mas também acentua o que o Senhor espera de nós:
Ele te declarou, ó homem, o que é bom
e que é o que o Senhor pede de ti:
que pratiques a justiça, e ames a misericórdia,
e andes humildemente com o teu Deus.
(Mq 6.8)
Naquele artigo, o foco estava na prática da justiça, ressaltando que Deus é um Deus de justiça. Mas, se a justiça caminhar sozinha, ela se torna dura e enigmática. Sozinha, ela gera solidão. A solidão da resposta não encontrada. Como entender, por exemplo, a ação de Deus num tsunami? Quantas respostas já tentamos articular! Mas sempre fica no ar o gostinho da resposta insuficiente. Vemos então que a resposta não vem pelo mero raciocínio ou puro argumento. Só podemos encontrar “algum nível de resposta” caminhando nas sendas da compaixão. A compaixão que se encarna e que chora.
E aí percebemos que Deus já estava lá, no universo da necessidade, muito antes de nós. E, uma vez lá, vislumbramos “uma lágrima na face de Deus” e vemos que ele também não está celebrando a realidade de tantos mortos e sobreviventes feridos e solitários! Como diz Nicholas Wolterstorff, escritor e filósofo cristão, “pelas nossas lágrimas nós vemos as lágrimas de Deus”.
A justiça ganha colorido, desenha o seu contorno e revela a sua beleza quando acompanhada da misericórdia. Aquela que aprende a conviver com perguntas abertas. Que chora e se encarna. Aquela que se cansa, porque tem as mãos ocupadas.
A justiça e a misericórdia, quando andam juntas, transformam-se em ninho de acolhimento e canteiro de esperança. A misericórdia não funciona como uma provedora de respostas para as nossas perguntas, mas se constitui em uma companheira para o dia da angústia, que ilumina um pouco os passos de amanhã. Ela representa uma intervenção de esperança em um universo carente de sinais de vida, de amor e de sentido.
A misericórdia tem o formato do rosto de Jesus
Essa misericórdia está expressa no olhar de Jesus! Isso sempre me cativa de novo. À medida que vou aprendendo a viver com perguntas abertas, percebo que mais importante que a formulação é a construção de relações significativas. Tenho visto que o significado da vida não passa tanto pelas certezas abstratas, mas pela relação de amor e por uma intervenção da esperança no universo da carência e da vulnerabilidade. Abraço a esperança que nasce da realidade da presença convidativa do outro.
E isso eu encontro no olhar de Jesus. Nesse seu jeito de chegar, perceber as necessidades e responder a elas com amor. Os Evangelhos não relatam grandes discussões abstratas. Eles destroem algumas das certezas frias e discriminadoras da época e falam muito de encontros e de palavras que geram significado de vida.
Jesus é alguém que vive a caminho, encontrando pessoas, sorrindo para elas, curando suas enfermidades, expulsando os demônios opressores, trazendo palavras de esperança para os pobres e os pequenos, e chamando as pessoas para segui-lo e agir como ele. E isso ele faz marcado pelo olhar da compaixão e pelo toque do amor.
Um lugar da Bíblia ao qual eu sempre retorno é quando Jesus reúne os seus discípulos para juntos irem a um lugar de descanso e retiro. Porém, ao chegarem lá, já encontram uma multidão de pessoas ansiosas por um toque, um sorriso, um abraço, uma palavra. Superando a si mesmo e sob o risco de frustrar a expectativa de seus discípulos, Jesus se prepara para um novo momento de chegada e intervenção, sob a marca da compaixão. Uma compaixão que gera encontro, significado, restauração e salvação. O texto diz assim:
Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes.
(Mt 14.14)
É assim que Jesus chega às áreas afetadas pelo tsunami. E é assim que Zazá, Yu Hwa e Suthan seguem seu exemplo. É tão difícil chegar assim! No entanto, é necessário, e a nossa presença deve ter a marca da compaixão de Jesus.
Há perguntas para as quais não encontramos respostas. Mas encontrar o olhar de compaixão de Jesus é a resposta que aquieta o nosso coração, faz renascer o significado da vida e reorienta o nosso caminhar em direção ao outro, ao serviço e à vida na companhia do Deus da justiça e misericórdia.

Valdir steuernagel

(Fonte; http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/293/tsunami-e-a-misericordia-de-deus)

abraão_e_isaqueDeus não é adivinho. Nem faz previsões.

Deus faz promessas.

Ele prometeu fazer de Abraão um grande povo (Gênesis 12.2). O tempo foi passando, Abraão foi ficando velho e nada acontecia. Deus disse a Abraão que seria pai (17.5-7). Abraão riu. Deus repetiu a promessa quando Abraão tinha 99 anos. Desta vez foi Sara - 89 anos - que não se conteve e soltou o riso. Não devia. Porque Deus não é adivinho. Nem faz previsões. Ele faz promessas. E as cumpre: Isaque nasceu quando Abraão tinha 100 anos e Sara, 90.

Deus prometeu resolver o problema que Adão e Eva causaram no Jardim do Éden. Logo depois que o primeiro casal pecou, Deus prometeu que o descendente da mulher esmagaria a cabeça do diabo (Gênesis 3.15). Este descendente da mulher seria da linhagem de Abraão (Gênesis 22.15-18) e do rei Davi (2Samuel 7.12,16). Mais tarde, Deus prometeu que este descendente nasceria de uma mulher... virgem (Isaías 7.14) na pequenina e insignificante cidade de Belém (Miqueias 5.2). Não é adivinhação nem previsão; é promessa cumprida: Jesus nasceu da virgem Maria, como descendente de Abraão e Davi, em Belém da Judeia.

Deus prometeu ainda enviar o seu Espírito Santo (Joel 2.28-29), o que se cumpriu no dia de Pentecostes. Prometeu que a salvação em Jesus se estenderia até os confins da terra, incluindo não judeus no reino de Deus (Isaías 49.6). Na minha vida isto se cumpriu – e na sua?

Mas o cumprimento das promessas divinas não é apenas um evento passado. Também hoje as promessas continuam a se cumprir. Por exemplo, Deus promete, por graça, perdoar os pecados de todos os que vêm a Ele arrependidos (1João 1.9), ouvir e atender nossas orações, de acordo com a sua vontade (1João 5.14-15), cuidar de nós e fazer o que é melhor (Romanos 8.28), nos dar sabedoria quando pedirmos (Tiago 1.5), nos providenciar força diante da provação e da tentação (1Coríntios 10.13), dar descanso à nossa alma quando nos sentimos sobrecarregados (Mateus 11.28) e ainda promete a paz que brota do perdão (João 14.27).

Cada dia experimentamos o cumprimento destas promessas.

Mas há promessas que Deus ainda vai cumprir: os cristãos ressuscitarão com um corpo perfeito (1Coríntios 15.42-49), Jesus virá nos buscar (João 14.2-3), a morte, a tristeza e a dor terão fim (Apocalipse 21.4) e a vida eterna se tornará realidade (1João 2.25).

Contudo, essas promessas se cumprirão para os que crerem. E quando vemos que até aqui Deus não falhou, duas coisas devem ser lembradas: a) quem arrisca viver à margem destas promessas é, no mínimo, insensato, imprudente; b) olhar para estas promessas deve fazer a nossa vida com Deus valer a pena. Tais promessas não se cumprem se formos obedientes, mas devemos ser obedientes porque Deus promete e cumpre.

Aquele que prometeu é fiel (Hebreus 10.23). E Ele prometeu estar conosco todos os dias (Mateus 28.20).

Isso não é adivinhação. Nem previsão.

São promessas garantidas por Aquele que, diferente dos picaretas e enganadores, tudo pode e sabe. Promessas que, no coração dos que confiam e temem ao Senhor, são sinônimo de certeza.

O que equivale dizer que, com Deus, 2015 vai dar certo.

Pr. Julio Jandt

12372782_ThucPAs notícias são péssimas para o nosso bolso. Aumento no imposto de renda, alta dos juros, elevação no preço dos combustíveis e da energia elétrica, enfim, tudo subindo. Os resultados logo virão: empresas endividadas e falidas, desemprego, inflação, carestia e pobreza. Enquanto isto, os que devem dar o exemplo, engordam o próprio salário e alargam a dívida pública num cenário onde o governo gastou o que não podia e a corrupção comeu boa parte da riqueza nacional. O que estava ruim fica pior. Sem dinheiro para tapar os buracos nas ruas, arrumar as pontes que caem, pagar os professores, a polícia, os médicos, as coisas começam a se complicar. Um grande contrassenso na sétima economia do mundo. São notícias desagradáveis neste período quando podemos refrescar a cabeça para depois enfrentar a agenda de trabalho. Pior que não tem jeito, vamos ter que pagar as contas que um monte de gente irresponsável e desonesta deixou no nosso bolso.

É a dura realidade, vivemos num mundo instável, corrupto, injusto, ilusório e duvidoso. O Salmo 118 diz que “é melhor confiar no Senhor do que depender de seres humanos”. Não que devemos deixar de acreditar nas pessoas, mas elas sempre vão nos decepcionar. E não adianta apontar o dedo, porque além de vítimas, também somos causadores de desilusões. O caminho curto e fácil seria conformar-se na ideia de que é assim mesmo. Mas não é isto que se espera de alguém comprometido com a Epifania (revelação) do Senhor Jesus. Outro Salmo recomenda: “Não confiem na violência, nem esperem ganhar alguma coisa com o roubo. Ainda que suas riquezas aumentem, não confiem nelas” (62.10).

Confiança é a palavra chave no meio de tanta falsidade. Confiança naquele que disse: “Eu afirmo que isto é verdade: quem crê em mim fará as coisas que eu faço” (João 14.12). Fará aquilo que Jesus faria, ser constante no meio da instabilidade, verdadeiro no meio da mentira, íntegro no meio da corrupção, confiável no meio da desconfiança.

Marcos Schmidt

Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Novo Hamburgo, 24 de janeiro de 2015

114_alegria“Pense no que Deus faz. Quem pode endireitar o que ele fez torto? Quando as coisas correrem bem, fique contente; quando as dificuldades chegarem, lembre disto: é Deus quem manda tanto a felicidade como as dificuldades, e a gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã.” Eclesiastes 7. 13-14.

Pensar na vida e analisar o que acontece ou deixa de acontecer nos remete para Deus. Infelizmente, por causa do pecado, podemos fazer um julgamento injusto das ações de Deus. Seja como for, Deus faz. Realiza. Tudo o que ele permite acontecer tem propósitos. E, todos eles, são bons. Não existe maldade nas ações do Criador. Pode existir incompreensão da nossa parte.

Deus também faz coisas tortas e quem pode endireitá-las? Ele mesmo. Precisamos considerar que ele também queira deixar as coisas tortas. Por outro lado, conforme a sua vontade e sendo para o nosso bem Deus pode fazer o que nós desejamos.

A alegria é produzida pelas coisas boas que acontecem em nossa vida. Os filhos de Deus agradecem ao Pai Celestial pelas bênçãos agradáveis. O contra ponto é o momento que chegarem as dificuldades. Nesta situação somos lembrados disto: “é Deus quem manda tanto a felicidade como as dificuldades, e a gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã.”

A fé nos leva a confiar nos planos de Deus para o nosso viver. O seu maior desejo é a salvação eterna de toda a humanidade. Para isso enviou seu Filho Jesus, através de quem temos o perdão dos pecados. Pensando bem no que Deus faz, as palavras que seguem nos tranquilizam: “Todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus.” (Rm 8.28).

Pastor Fernando Emilio Graffunder

seca-spO ano parece ter começado de uma forma não muito tranquila. Basta assistir aos noticiários. A grande São Paulo passando sede numa seca extraordinária. A estrutura de energia elétrica no Brasil entrando em colapso. Os repasses do governo para eu e você nas contas de água, luz, gasolina e impostos (alguém precisa pagar pelo rombo nos cofres públicos). Radicais islâmicos aterrorizando o mundo e na França jornalismo sem respeito cobrando respeito. Traficantes brasileiros que, enquanto no Brasil causam mortes, na Tailândia sofrem a pena de morte e causam polêmicas. Na Argentina o povo vai às ruas para exigir explicações da morte misteriosa de Nisman, promotor que tinha muitas verdades para acusar a presidente Cristina Kirschner.

Dias tensos. Numa visão geral, assim dá para definir estes primeiros dias de 2015. Preocupações, polêmicas, indignação, revoltas. Em algum momento da vida estes sentimentos invadem o coração. Não apenas no cenário internacional, político ou nas páginas policiais. Mas quando tudo isto acontece dentro de casa, dentro da família e mexe com nosso coração, aí tudo é multiplicado. Doenças, brigas, desentendimentos, desilusões. O coração tem sede de paz.

Gostaria de oferecer um ótimo calmante para corações que precisam de paz. “Somente em Deus eu encontro paz. Abram o coração para Deus, pois ele é o nosso refúgio” (Salmo 62). Esta paz que falo não é aquela oferecida no gole a mais, no cigarro a mais ou nas aventuras da vida. A paz que Jesus oferece não é passageira. Jesus oferece uma paz que transforma vidas. É paz que oferece perdão, recomeço, salvação. Este calmante está ao seu dispor, à sua disposição, de graça. Que tal experimentar esta paz de Jesus?

Então, fica a dica: há um calmante e uma paz para os dias tensos e agitados da vida. É Jesus, Deus Ressuscitado. Se os dias estão tensos, se o cenário é de preocupação, se o coração precisa de cuidado especial, então use e abuse deste calmante chamado Jesus! Abra o coração. Abra a Bíblia. Deixe a paz e a salvação de Jesus invadir os seus sentidos!

Pastor Bruno A. Krüger Serves

CEL Cristo, Candelária - RS

Fica a Dica, Folha de Candelária - Rádio Cristo para Todos

JONAS_O_SUCESSO_DO_FRACASSO_1261163282B"Jonas confessa a verdade, ainda que em meio a uma profunda falta de ânimo espiritual. Ele dá testemunho de sua fuga de Deus, do Deus a quem não se foge, o Deus de toda a vida, e que está em toda parte. O princípio espiritual implícito neste evento é simplesmente tremendo: quando o povo de Deus tem coragem de confessar que a culpa é sua, o mundo crê".
(Caio F. de Araújo no livro 'Jonas - O Sucesso de um Fracasso)

"Jonas, quem tem um Deus como o seu tem todas as opções da vida, menos a de fugir de Deus”
(Caio F. de Araújo no livro 'Jonas - O Sucesso de um Fracasso)

"O temporal só tem sentido se for vivido com a perspectiva do eterno".(Caio F. de Araújo no livro 'Jonas - O Sucesso de um Fracasso)

Cilque na imagem para ler o livro completo

182430_Papel-de-Parede-Abobora--182430_1400x1050Um pai, acompanhando os estudos do filho, perguntou ao diretor da escola sobre o tempo que levaria para o filho se formar.

- “Isso depende do que o senhor quer para o seu filho”, respondeu o diretor. E continuou: “Para um carvalho, árvore que se torna forte e frondosa, leva-se muito tempo. Porém, para uma abóbora, o processo é rápido e ela fica junto à terra, rasteira. O senhor quer que seu filho alcance estatura intelectual elevada e esteja forte para enfrentar os desafios da vida e ser útil para a sociedade, ou quer que ele apenas fique nos conhecimentos rudimentares e permaneça numa vida de baixo nível intelectual e pouco preparo para a vida produtiva?”

Quem já foi agraciado com a fé, pelo Espírito Santo, deve compreender que não pode deixar de buscar continuamente (educação continuada) o seu crescimento espiritual, auxiliado pela graça de Deus. Por isso, é razoável fazer um exame periódico de nossa vida, para verificar se temos feito algum progresso. O propósito de Deus é a nossa justificação e santificação, como o apóstolo Paulo escreveu: “Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Ts 4.3).

A nossa maturidade espiritual está relacionada com a santificação de nossa vida. Não é de um dia para outro que isto acontece, pois o crescimento é um processo que deve perdurar por toda a nossa vida. Velhos e maus hábitos precisam ser superados. Vícios precisam ser eliminados. Tudo, enfim, que revel fraqueza de caráter exige uma luta constante, olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus (Hb 12,2).

CapturarFayejin, como era conhecida no popular jogo multiplayer World of Warcraft, faleceu em 28 de
Fevereiro de 2007. Os membros de sua guilda (uma aliança de jogadores que cooperam no mundo
virtual do jogo) promoveram, em sua memória, um velório virtual dentro do jogo: seus
personagens se reuniram em um local específico no mundo virtual para despedir‐se da jogadora,
os vários avatares fantásticos em fila em um dos lugares favoritos da falecida no mundo virtual do
jogo. Esta prática, que pode soar inusitada para a maioria das pessoas, tem antecedentes na sub‐
cultura do World of Warcraft; o primeiro funeral “em‐jogo” a atrair atenção da mídia tendo
ocorrido em 2005, com a participação principalmente de jogadores chineses e coreanos. A
peculiaridade deste caso é que o velório foi interrompido por um ataque organizado por duas
outras guildas, chamadas “Serenity Now” e “Gnomeland Security”…
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625_315_1404857970homer_apito_brasil_perde_copaDediquei um tempo para ver as previsões feitas para o ano que passou.

Em 16/12/2013, um pai de santo declarou que o Brasil seria campeão da Copa, nos pênaltis, com destaque para o goleiro Júlio César, e que Neymar seria o artilheiro e craque da Copa. Na política, Anthony Garotinho seria o novo governador do Rio de Janeiro, e em São Paulo a eleição iria para o segundo turno.

- Deu errado: O Brasil perdeu a semifinal para a Alemanha por 7 a 1. O argentino Lionel Messi foi o craque da Copa e o artilheiro foi James Rodríguez, da Colômbia. Garotinho nem chegou ao 2º turno no Rio, e em São Paulo Geraldo Alckmin venceu no 1º turno.

Em 31/12/2013, outro pai de santo anunciou que, em 2014, o apresentador Sílvio Santos seria surpreendido com um grave problema de saúde e que poderia vir a falecer. “Uma boa notícia será o anúncio de gravidez da apresentadora Xuxa Meneghel”, diz ele. O estado de São Paulo, entre outros, iria sofrer com chuvas e inundações.

- Deu errado: Sílvio Santos está bem e feliz da vida. Xuxa não está grávida. E o estado de São Paulo passa pela maior falta de água da história.

Em 18/01/2014, uma numeróloga previu que o bom desempenho de Neymar levaria a Seleção até a final em 13 de julho. No futebol, o Atlético-MG teria um ano de dificuldades, e o Botafogo, ao contrário, “atravessa uma boa fase com os números”.

- Deu errado: Neymar não conseguiu levar a Seleção para a final. Machucou-se e nem jogou a semifinal. O Atlético-MG foi campeão da Copa do Brasil (segundo os entendidos, jogando o melhor futebol do país no ano) e o Botafogo atravessa a maior crise da sua história, com dívida milionária e rebaixamento à 2ª divisão.

A verdade, estimado leitor, por mais dura que possa parecer é: se você confia neste tipo de previsão, está em maus lençóis. Além de contraditórias dependendo do “profissional”, aquelas previsões que, por alguma razão, acabam se cumprindo, nada mais são do que adivinhações genéricas, tipo: “Haverá atritos na política” e “2014 trará grandes mudanças”. Esse tipo de adivinhação nunca vai dar errado. Desse jeito até eu mesmo sou um adivinhador!

Mas há algo ainda mais sério envolvendo as adivinhações e a tentativa de prever o futuro: Deus é contra isso. Quando o povo de Israel foi tomar posse da terra prometida, o mesmo Deus que lhes deu a terra foi enfático ao ordenar: “Quando vocês tomarem posse da terra que o SENHOR, nosso Deus, está dando a vocês, não imitem os costumes nojentos dos povos de lá. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos” (Deuteronômio 18.9-11).

Também no Novo Testamento, quando o apóstolo Paulo pregou o evangelho na cidade de Éfeso, muitas pessoas vieram à fé em Jesus e abandonaram “publicamente as coisas más que haviam feito”. “E muitos daqueles que praticavam feitiçaria ajuntaram os seus livros e os trouxeram para queimar diante de todos”. O valor dos livros de magia queimados chegou a cinquenta mil moedas de prata (Atos 19.18-20).

É simples: Deus não quer, então não faça.

Mas Deus também não faz previsões? Não. Ele faz promessas.

Para conhecê-las, espero você neste espaço na próxima semana.

Mas uma coisa posso adiantar: elas não dão errado.

P. Julio Jandt

Resumo
Internet HighwayNas últimas décadas, intensificaram-se os fluxos entre diferentes países de práticas, símbolos, capitais, pessoas, religiões e toda a sorte de bens culturais que transitam constantemente e em ritmo acelerado no atual contexto mundial, por sua vez marcado pelos avanços tecnológicos e de comunicação. A partir do ciberespaço, este trabalho avalia a presença na América Latina da Igreja Universal do Reino de Deus, por um lado revelando estratégias de difusão e de estabelecimento desta igreja nesta região e por outro avaliando a sua presença e algumas representações sobre si disponíveis em alguns sites de discussão na Internet. Este texto revela, além das estratégias e representações discutidas, aspectos que afirmam a importância como campo de pesquisa, observação e análise os diferentes espaços virtuais da Internet.
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planoQuando lhe oferecem um produto ou serviço, tal como um celular, um plano de saúde, uma linha telefônica, etc., você deve escolher entre algumas opções de planos que são oferecidas. Escolhendo um plano que se encaixe melhor em seu perfil, teoricamente, você obterá vantagens, ou pagará mais por um serviço considerado melhor. Independente de qual produto ou serviço você vá adquirir, inevitavelmente, ele terá um custo. Assim, não importante em qual plano você está inserido: você deverá pagar por ele, alguém deverá pagar por você.

A partir do dia 06 de janeiro temos no calendário da Igreja o período denominado Epifania, que nos leva a refletir sobre a manifestação de Jesus aos gentios, que teve inicio com a visita dos magos do Oriente. Jesus veio e nasceu entre o povo judeu, povo que aguardava o Messias prometido, mas sua vinda representa salvação não só para os judeus, mas para todos os que nele creem. Esse é o plano de Deus para as pessoas. O apóstolo Paulo relata sobre esse plano de Deus em Efésios 3.4 e 6: “pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo, [...] a saber que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho”. E João também escreve em 1 João 4.14: “E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como o Salvador do mundo”. Jesus precisou vir por que nós estávamos inseridos em outro plano: um plano pós-pago. Como dito antes, não importa o plano, sempre deve haver o pagamento. Deus, em sua justiça, não pode deixar dívida sem pagamento. E onde as pessoas pagarão por seus próprios pecados? Jesus diz em Mateus 25.41: “Então o Rei dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. Como percebemos neste versículo, não estávamos inseridos neste plano desde o princípio. Foi com a queda em pecado que o ser humano passou a ter sobre si a dívida a ser “paga” com a condenação ao inferno: prisão perpétua e eterna. Esse é o triste desfecho para quem está sob o plano pós-pago de Deus, no qual a humanidade está inserida por causa de seus próprios pecados. Paulo escreve sobre isso em Romanos 5.12: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por que todos pecaram”.

Mas Deus não nos deixou neste plano maldito: Ele enviou Jesus para salvar a humanidade perdida e oferece seu plano pré-pago. Quem está inserido neste plano tem seus pecados pagos por Jesus na cruz. Assim, Deus é justo pois nossos pecados não ficam sem punição, mas mostra-nos seu amor ao enviar seu Filho para nos salvar. Jesus se fez ser humano por nós e se ofereceu em sacrifício na cruz a fim de garantir perdão para nós diante de Deus. A morte de Cristo na cruz garante para nós créditos ilimitados que são oferecidos a todas as pessoas de graça. Crendo em Cristo estamos inseridos em seu plano pré-pago e somos salvos. É o que Paulo escreve em Efésios 2.8,9: “Por que pela graça sois salvos mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”. Em qual plano você está inserido? Essa resposta fará toda a diferença no dia do acerto de contas, o dia do juízo final. Neste dia nossa conta será “apresentada” e, para os que creem em Jesus, virá “carimbada” com o sangue de Cristo: Pago! Este fato foi relatado em 1 João 1.7: “[...] e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. E estes receberão o convite de Jesus, conforme Mateus 25.34: “Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Esse é o plano de Deus para você: é o plano pré-pago que Jesus pagou lá na cruz e lhe oferece gratuitamente, por meio da fé nele. Creia e receba esse benefício maravilhoso em sua vida!

Pensando nisso, lembramos que um bom plano precisa também de uma boa propaganda. Como alguém estará inserido em um plano sobre o qual nunca ouviu falar? E Deus já havia incluído em seu plano a “logística” de sua mensagem, e Jesus explicou para seus discípulos em Lucas 24.45-48: “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e quem em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando em Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas”. Cada pessoa alcançada pela graça perdoadora e salvadora de Jesus Cristo tem a honra de ser convocada por Ele para ser sua testemunha a fim de que esta mensagem salvadora chegue a mais corações e estes estejam contados entre os que serão salvos.

Você está inserido em qual plano? Se você ainda está inserido no plano pós-pago da justiça divina, Jesus te convida a confiar na sua “portabilidade” e Ele irá leva-lo a “migrar”, gratuitamente, para o plano pré-pago que Jesus conquistou pra você.

Você está inserido em qual plano? Se você já está inserido no plano pré-pago de Jesus, deixe Ele te usar como instrumento para que sua vida seja uma propaganda desta linda mensagem do amor de Deus por nós.

Rev. Gustavo Dettmann Schrock

imagesDiante do atentado terrorista contra a revista Charlie Abduo na França, o mundo reflete sobre a importância da liberdade de expressão e imprensa. Dois antigos pensadores, curiosamente franceses, escreveram com maestria sobre o direito de opinar: Voltaire dizia: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” Montesquieu afirmava: “Defenderei sempre o direito de discordarem de mim”.

O alvo óbvio dos terroristas eram cartunistas que vez por outra desenhavam charges críticas e irreverentes de líderes muçulmanos. Doze pessoas foram mortas e viraram mártires do direito de expressar opinião, pessoas que mesmo ameaçadas de morte continuavam a publicar seus traços, suas ideias.

A violência partiu de pessoas identificadas com o islamismo, pessoas supostamente religiosas. Isso me faz lembrar que na Bíblia, nos capítulos 4 e 5 do livro de Atos dos Apóstolos, lemos que os Líderes e Autoridades religiosas daquela época “tentaram silenciar” o testemunho dos apóstolos que falavam abertamente de sua fé em Jesus. As autoridades os prenderam, inclusive os chicotearam, mandaram que ficassem quietos! (4.18) Ordenaram o silêncio de maneira severa e quase terrorista (5.40). Mas os apóstolos Pedro e João e demais seguidores de Jesus afirmavam: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens (5.29).” Eles também diziam: “Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos” (4.20). Não podemos silenciar.

A liberdade religiosa e de expressão é uma grande conquista. Por isso devemos estar atentos, a fim de que não nos amordacem, nem pela violência, nem sob aparência de direito, conforme alguns projetos de Lei debatidos em nosso país.

A grande verdade é que “a boca fala do que está cheio o coração.” (Lc 6.45). Lamento ver muita gente sem opinião e com o coração vazio. Lamento aqueles que estão com o coração cheio de mágoa, rancor e ódio. E lamento, sobretudo, aqueles que de uma ou de outra maneira tentam silenciar não simplesmente a voz de jornalistas ou cartunistas, mas tentam silenciar a Voz de Deus, que expressa a sua opinião por meio das Sagradas Escrituras. Na natureza e no dom da vida estão os “desenhos”, os traços daquele que nos ama e nos ensina a amar.

Cartunistas famosos pelos seus traços foram mortos em Paris; mas para o mundo inteiro, um traço vertical atravessado por um horizontal, lembra o local onde Jesus sofreu o maior dos atentados terroristas; mas a ressurreição foi a prova cabal de que ninguém consegue silenciar o Amor de Deus por nós! Expressar este amor em nossas opiniões pode ser um lindo motivo para viver e até mesmo para morrer.

Pastor Ismar L. Pinz

Comunidade Luterana Cristo Redentor