terça-feira, 26 de agosto de 2014

FICA A DICA: Sua casa é um lar?

casa_lar_ab430Vamos pensar juntos: casa é uma construção apropriada para morar, dormir, descansar, alimentar-se, fixar endereço. Na casa é possível morar sozinho ou acompanhado de várias pessoas. Legal. É isto aí. Mas morar numa casa não significa que você tenha um lar. Paredes, portas, janelas, móveis são apenas casa. É preciso algo a mais para transformar uma casa em lar.

Lar é muito mais do que uma construção para morar. Lar é o melhor lugar do mundo. Lar é o lugar onde você encontra apoio, colo e forças. Lar é o lugar onde você é recebido com beijos e abraços. Lar é o lugar que, quando você não está lá, faz falta. Lar é tomar chimarrão em paz, é brincar com os filhos, é ir dormir com o coração leve e feliz.

O que transforma uma casa em lar? É algo divino. É algo que Deus criou: família. Marido e mulher, pais e filhos, avôs e netos. Esta célula mãe da sociedade, mesmo tão atacada por ideologias anticristãs, continua transformando casa em lar. Sim, a família é a única receita capaz de transformar uma simples construção em um local cheio de amor, aceitação, respeito e união.

O mundo precisa de mais lares. Há tantas casas onde casais apenas convivem na mesma rotina. Só isto. Há tantas casas onde pais apenas sustentam filhos. Só isto. Há tantas casas onde filhos apenas sabem que devem obedecer a seus pais. Só isto. Falta o lar. O mundo precisa de pais que jogam bola com seus filhos, de casais que enfrentem a vida juntos, de filhos que sentem no colo dos pais. O sonho de qualquer pessoa é ter, não uma casa, mas um lar.

“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127.1). Deus está ao seu lado para transformar sua casa em lar. Ele está ao lado da sua família. Pela morte e ressurreição de Jesus, Deus dá inúmeros recomeços e novas oportunidades. Está ao seu alcance. Você pode ter um lar, não apenas uma casa. Deus está com você neste projeto.

Então fica a dica: transformar uma casa em lar é o sonho de todos. Nenhum sucesso fora de casa irá preencher o vazio de não viver dentro de um lar. A nossa Congregação quer ajudar você a reconstruir ou fortalecer sua casa em lar. Neste sábado às 20h, e domingo às 9h, a Congregação Cristo irá oferecer momentos de reflexão sobre a família. Você é nosso convidado especial. Deixe Deus transformar sua casa em lar!

Pastor Bruno A. Krüger Serves

Congregação Evangélica Luterana Cristo, Candelária - RS

Coluna Fica a Dica, Jornal Folha de Candelária

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Na porta errada

Velorio Eduardo Campos cred ABrNessa tragédia, ainda sem explicação convincente, envolvendo a morte do candidato Eduardo Campos, a viúva, Renata, foi de uma sinceridade contagiante e emocionante: “Estou com essa sensação de que a morte bate na porta errada”.

Humanamente falando, a morte sempre bate na porta errada. E há uma explicação – esta, sim, bem convincente – para pensarmos assim: não fomos criados para morrer.

Deus nunca planejou a morte do ser humano. Quem a escolheu fomos nós, seres humanos. A morte passou a fazer parte de nós e do mundo quando nossos primeiros pais, Adão e Eva, desobedeceram à ordem do Criador e comeram o fruto (a Bíblia não fala em “maçã”) que não deveriam comer. Talvez um ou outro pudesse insistir que a culpa é tão somente deles e que nós não faríamos o mesmo. Mas a verdade é que não dá para encarar a vida com base em suposições tipo “e se... e se nós não tivéssemos desobedecido...” E, como filhos legítimos de nossos primeiros pais, a maldade humana passou de pai para filho, de geração em geração, até os nossos dias, e daqui para frente também.

É preciso encarar os fatos: todos os seres humanos são pecadores por natureza. É a nossa essência, não tem jeito. E o pecado traz de arrasto a morte. Só podemos morrer porque somos pecadores. E todos podemos morrer porque somos pecadores.

Assim, a morte entrou no mundo como um acidente, uma interrupção dos planos perfeitos de Deus. Por isso sempre temos a sensação de que a morte bateu na porta errada. De que ela chegou na hora errada. Da forma errada. Enfim, tudo errado.

Tudo isso bem humano, diga-se.

Mas há o lado divino dessa encrenca toda. E esse “lado divino” começou logo após a desobediência do primeiro casal: Deus prometeu enviar o descendente da mulher para esmagar a cabeça do diabo e trazer a salvação (Gênesis 3.15). A promessa foi cumprida com Jesus – concebido pelo Espírito Santo, nascido da virgem Maria, sem pecado, Deus verdadeiro e homem verdadeiro –, que morreu na cruz, pagando a culpa do pecado, e ressuscitou, vencendo a morte.

A ressurreição de Jesus prova que a morte é um inimigo com os dias contados. Por isso canta feliz o apóstolo Paulo: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (1Coríntios 15.55). A morte é como uma abelha sem ferrão. Ao picar alguém, a abelha perde o ferrão e uma parte do seu abdômen. Ela até voa por alguns instantes, mas em seguida cai morta. Aquilo que usa para ferir, causa a sua própria desgraça.

Assim é com a morte. Aquilo que tanto nos fere, causará a própria ruína dela no dia derradeiro, quando Jesus ressuscitará a todos os mortos, e dará aos crentes nele a vida eterna.

Quem crê nesta verdade sobre Jesus e a sua vitória sobre a morte, mesmo com o lado humano da perda e a sensação de que a morte bateu na porta errada, ainda conserva uma esperança – uma certeza divina que faz cristãos sorrirem em meio a um sepultamento, como vi dias atrás – de que a morte até conseguiu levar aquele que atendeu a porta, mas não conseguiu andar mais do que uns passos. Sim, a morte morre.

Por enquanto, a morte ainda incomoda. Sempre dá a sensação de bater na porta errada.

Mas, graças a Jesus, a morte está voando sem seu ferrão: logo, logo, quando Ele vier, aquela que batia à porta e tanto importunava, ela é quem estará no caixão. Eterno e sem portas.

Julio Jandt

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Templo da confusão

esplanada-noiteO problema da réplica do Templo de Salomão na cidade de São Paulo nem é a grandiosidade da obra. Evidente que a ostentação escandaliza, mas a teologia da prosperidade fundamenta-se exatamente nisto, a riqueza como sinal de bênção divina. O problema mesmo é a terrível miscelânea teológica na correta compreensão do Antigo e Novo Testamentos da Bíblia – algo parecido nas misturas que fazem no leite. Judaísmo é uma coisa, cristianismo é outra. Mas, ao usar um talit (o manto ritual do judaísmo), um solidéu (boina que os judeus usam na cabeça), e outros símbolos e tradições da religião judaica, a incoerência bíblica de Edir Macedo tem estratégia de marketing bem definida no concorrente mercado religioso e também político.

Algo parecido fizeram os gálatas, e por isto a carta do apóstolo Paulo, que lamentou: “Estou muito admirado com vocês, pois estão abandonando tão depressa aquele que os chamou por meio da graça de Cristo e estão aceitando outro evangelho” (Gálatas 1.6). O outro evangelho são as leis cerimoniais da antiga aliança de Israel e que perderam a validade com Cristo. Com isto, a própria experiência de Paulo: “Vocês ouviram falar de como eu costumava agir quando praticava a religião dos judeus” (1.13). Aos coríntios, o apóstolo adverte: “Alguns usam ouro ou prata ou pedras preciosas para construírem em cima do alicerce. E ainda outros usam madeira ou capim ou palha. O Dia de Cristo vai mostrar claramente a qualidade do trabalho de cada um” (1 Coríntios 3.13). A “qualidade” é descrita neste mesmo texto: “Deus já pôs Jesus Cristo como o único alicerce”.

Neste entendimento, Jesus aponta para si e diz: Eu sou o templo (João 2.21). Mais tarde, Pedro recomendou: “Como pedras vivas, deixem que Deus os use na construção de um templo espiritual” (1 Pedro 2.5). Disse isto porque todos somos “estrangeiros de passagem por este mundo” (2.11). Sobra uma pergunta: Qual o templo que merece tanto investimento?

Marcos Schmidt - pastor luterano

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

23 de agosto de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

FICA A DICA: SORRISO NO ROSTO, VAZIO NO CORAÇÃO

willNão adianta. Sucesso, fama e dinheiro não são sinônimos de paz. Dois acontecimentos no último mês fazem pensar sobre isto. As inesperadas mortes de duas pessoas famosas: o comediante brasileiro Fausto Fanti e do ator americano Robin Willians. Apesar da mídia pouco falar, ambos cometeram suicídio.

Que contradição! Vidas que em filmes e programas transmitiam alegria, emoção, descontração. Eram manifestações do lado bom e divertido da vida. Mas por detrás do sorriso e da descontração na TV, eram vidas solitárias, depressivas e com um imenso vazio no coração. Robin Willians já havia sido internado para recuperar-se da dependência química. Fausto Fanti levava uma vida solitária, separado da esposa e da filha.

Há uma música cristã que diz: “Tem tanta gente que hoje vive cercada de gente e está só!”. Este é o retrato de muitas vidas. Não apenas de Robin e de Fausto, que foram vencidos pela depressão. Há tantas outras vidas que parecem irradiantes com os amigos, na escola, no trabalho. Riem e fazem rir. Mas por detrás da risada há um coração que precisa de ajuda, há um coração que se sente só, há um coração com um enorme vazio.

“Tens ouvido, SENHOR, o desejo dos humildes; tu lhes fortalecerás o coração e lhes acudirás” (Salmo 10.17). Deus fortalece corações. Deus cuida das vidas que se sentem só mesmo em meio à multidão. Vá a um culto cristão e deixe Deus cuidar do seu coração. Ele cuida com amor, perdão, salvação e recomeço na vida.

Então fica a dica: por trás do sorriso e da euforia pode haver um coração que precisa de ajuda. Sucesso, fama e dinheiro não são sinônimos de paz e satisfação. Deixe Jesus cuidar do seu coração, da sua vida, dos seus problemas. Ele é Deus Salvador, morreu ressuscitou por você. Só ele pode cuidar daquelas vidas que, mesmo quando sorriem e fazem sorrir, têm um coração que se sente solitário.

Pastor Bruno A. Krüger Serves

Congregação Evangélica Luterana Cristo, Candelária-RS

Fica a Dica, Folha de Candelária

sábado, 16 de agosto de 2014

“O seu tempo acabou”

eduardo campos 3“O seu tempo acabou”, disse Patrícia Poeta a Eduardo Campos em entrevista ao Jornal Nacional na última terça-feira. A apresentadora não tinha escolha, as regras deveriam ser cumpridas. No dia seguinte, outra regra foi cumprida. Deus disse: “Eduardo, o seu tempo acabou”. Mas, espera aí, é justo? É justo para a esposa, os filhos, à nação? É justo alguém cheio de talentos, de bom caráter, jovem e com uma vida promissora na política num país carente de lideranças, morrer nesta hora e deste jeito? Porque isto não acontece com políticos corruptos e egoístas? Aliás, é a dúvida do Sábio em Eclesiastes: “Me esforcei para entender (...) A mesma coisa acontece com os honestos e desonestos”. E por isto a trágica conclusão: “Ninguém pode evitar a morte, nem deixá-la para outro dia”, e “tudo é correr atrás do vento”.

Explicar a “injustiça” da morte e das desgraças é um arriscado desafio àqueles que acreditam no amor do Deus revelado nas Sagradas Escrituras. Os ateus ou os com outras crenças, estes já têm suas conclusões. Mas tentar entender o sofrimento humano enquanto existe um Deus todo-poderoso e misericordioso já custou a fé de muitos cristãos. O próprio fundamento do cristianismo é um absurdo, mas sobre isto Paulo já escreveu: “De fato, a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo; mas para nós, que estamos sendo salvos, é poder de Deus” (1 Coríntios 1.18).

Mas então, o que fazer? Ora, o que fazemos quando estamos doentes e vamos ao médico? Nada, além de confiar nele e obedecer as suas orientações e ao tratamento clínico. Este é o caminho sempre indicado na Bíblia diante do sofrimento, confiar em Deus. “De onde virá o meu socorro?”, pergunta o salmista. “O meu socorro vem do Senhor Deus, que fez o céu e a terra” (Salmo 121). Pode ser simplório, mas sou testemunha de que esta fé é a cura para as aflições das quais ninguém escapa, sobretudo quando o tempo acaba.

Marcos Schmidt - pastor luterano

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS

16 de agosto de 2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Inversões

14001futebolUm jogador de futebol perde a cabeça e agride o árbitro pelas costas. Uma torcida provoca a rival “comemorando” a morte de um ex-jogador do rival. Vândalos quebram cadeiras do estádio e brigam na rua. Comemoração resulta em morte.

O que era para ser festivo acaba ficando sério demais.

O filho apronta uma arte na escola e o pai, chamado à instituição, defende a “Criatividade liberal” do filho, ao invés de repreendê-lo. O funcionário estimula, entre seus colegas, gracejos e zombarias sobre o colega tímido; ninguém o defende, todos o debocham. Um pai empresta o carro para o filho menor de idade e tem a sensação de ser um “grande pai”.

O que era para ser sério acaba virando uma brincadeira.

O ser humano sofre dessa síndrome, a de querer inverter as coisas. E a coisa começou lá no Jardim do Éden: a proposta do diabo era que, desobedecendo a Deus, homem e mulher seriam “como Deus”. Ou seja, de criatura passariam a criadores.

Essa síndrome nos leva a tratar o que é sério como brincadeira e vice-versa. Reparem no atual quadro da política brasileira: o político preso com provas irrefutáveis de corrupção torna-se “herói nacional”, enquanto o correto é desdenhado como trouxa, alguém sem força política.

Na economia, idem. Aquele empresário que remunera seus funcionários de maneira medíocre e enriquece é exemplo de uma elogiada ascensão econômica. O que não constrói um império, mas valoriza o ser humano, é alguém sem ambição, sem visão de mundo.

Essa síndrome de inverter vale também quando o assunto é a relação com Deus. Muitos transformam o Senhor em servo e lhe dão ordens. E aqueles que, com humildade e fé, suplicam a Deus deixando claro que a vontade dEle é que conta, são reputados como cristãos sem ousadia.

Há também aqueles que não se importam com atividades de estudo da Palavra de Deus por estarem ocupados demais com coisas “mais importantes”, como dormir, divertir-se, passear. E há aqueles que se importam com o seu crescimento espiritual – mas estes estão deixando de “viver”.

Aqueles que não frequentam momentos de estudo da Palavra de Deus volta e meia surgem com o papo sobre as sujeiradas que acontecem nas igrejas e com pastores ou padres, arrotando superioridade por “não compactuarem com esse comércio religioso”. Ao passo que aqueles que, faça chuva ou faça sol, carregam sua família para uma igreja séria e, com sinceridade de coração e de propósito, deixam-se moldar pela Palavra e até contribuem financeiramente com sua oferta, são avaliados como “otários”, “farinha do mesmo saco”.

Mas a verdade é que os cristãos compreenderam e aceitaram que a inversão dos homens não vale diante de Deus. Filhos de Deus compreendem e aceitam – não pela voz da razão, mas pela fé – que o que realmente conta é a inversão que Deus proporciona.

Deus também inverte. Inverte a lógica do mundo. Inverte o pecado em perdão. A morte em vida. O desânimo em coragem. A desesperança em certeza. A condenação em salvação.

Coisas festivas devem ser coisas festivas. Coisas sérias devem ser coisas sérias.

E as inversões de Deus, ante uma sociedade tão perdida em suas trocas, devem ser cridas, vividas e amadas.

Pois são as inversões de Deus – e não as dos homens – que vão contar para a eternidade.

 

P. Julio Jandt

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